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Lisboa e outras regiões de Portugal em alerta vermelho por calor na quinta e na sexta

Autoridades ampliam nível máximo de alerta para várias regiões e orientam municípios a criar refúgios climatizados diante da nova onda de calor

Redação Jornal de Brasília

01/07/2026 13h37

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Foto: Carlos Costa / AFP

As regiões de Lisboa e Setúbal, no sul de Portugal, estarão em alerta vermelho na quinta-feira, devido a previsões de temperaturas extremamente altas, anunciou a agência meteorológica nacional nesta quarta-feira (1º).

Este nível máximo de alerta se estenderá na sexta-feira para os distritos de Leiria e Coimbra, no centro do país, onde as temperaturas poderiam chegar a 44°C em algumas regiões, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Já desde esta quarta-feira, foi declarado alerta laranja em quatro regiões do interior do país, entre elas Évora, no sudeste, onde se esperava que os termômetros alcançassem 41°C.

“Normalmente, temos temperaturas como estas em agosto; este ano, chegaram antes”, comentou José Bonifácio, um cantor de rua de 31 anos, entrevistado pela AFP em uma praça do centro de Évora.

As ruas de pedras desta cidade histórica ficaram praticamente desertas com a chegada do calor da tarde, enquanto os turistas buscavam refúgio em cafeterias ou terraços à sombra, alguns equipados com ventiladores.

“À tarde é muito difícil, mas quem trabalha tem que aguentar”, desabafou Carlos Guedes, um operário da construção civil de 53 anos, procedente do norte do país, onde “não estamos acostumados a um calor tão intenso”.

Na sexta-feira, o alerta laranja será ampliado a todas as regiões que não estejam em alerta vermelho.

Após ter se livrado em grande medida da onda de calor que afetou a Europa durante as duas últimas semanas, Portugal agora será diretamente impactado por este novo episódio de temperaturas extremas.

O governo português fez um apelo à população para que siga as recomendações das autoridades sanitárias e pediu aos municípios que identifiquem instalações que possam servir como “refúgios climatizados” para acolher as pessoas vulneráveis identificadas pelos serviços de saúde.

Estes espaços poderiam ser edifícios públicos, mas também locais privados, como igrejas, centros comerciais ou hotéis, detalhou em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira a secretária de Estado de Saúde, Ana Povo.

A onda de calor, que acaba de afetar a Europa, foi a mais intensa já registrada no continente e, segundo os climatologistas do grupo World Weather Attribution, teria sido praticamente impossível de ocorrer em junho sem a influência das mudanças climáticas.

AFP

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