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Justiça social e jornalismo independente recebem Nobel Alternativo

Arquivo Geral

01/10/2008 0h00

A fundação Right Livelihood Award outorgou hoje o Prêmio Nobel Alternativo a Krishnammal e Sankaralingam Jagannathan, discount fundadores da organização indiana LAFTI; à jornalista americana Amy Goodman, à ativista somali Asha Hagi e à ginecologista alemã Monika Hauser.

No caso do casal Jagannathan, o júri reconheceu sua dedicação para colocar em “prática a visão de justiça social e desenvolvimento humano sustentável de Gandhi”, o que lhes valeu o apelido de “alma da Índia”.

Seu principal instrumento foi a fundação do organismo Terra Para a Liberdade dos Camponeses (LAFTI, na sigla em inglês), criado em 1981 com o objetivo de forçar os fazendeiros mediante negociação a vender terras a preços razoáveis aos camponeses e depois ajudá-los a se organizar em cooperativas.

Já com a concessão do prêmio a Goodman, como fundadora e apresentadora do programa “Democracy Now!”, a Right Livelihood Award reconhece o desenvolvimento de “um modelo inovador de jornalismo político independente que leva a milhões de pessoas as vozes que habitualmente são excluídas dos meios convencionais”.

O “Democracy Now!” nasceu em 1996 como um programa matinal de uma hora transmitido pela emissora de rádio nova-iorquina “WBAI”. Doze anos depois, é transmitido por mais de 700 redes de rádio e televisão nos Estados Unidos.

A somali Asha Hagi teve uma participação determinante no reconhecimento do papel das mulheres no processo de paz em seu país natal.

Hagi criou em 1992 a organização Salvemos as Mulheres e Crianças Somalis para apoiar sua luta contra a marginalização, a violência e a pobreza em suas comunidades.

Além disso, durante as negociações de paz em 2000, impulsionou o denominado “sexto clã”, o primeiro onde as mulheres estavam representadas e que se acrescentou aos cinco clãs tradicionais, dominados por homens.

A ginecologista Monika Hauser, filha de emigrantes italianos, nascida na Suíça e que vive há 25 anos na Alemanha, recebeu o Nobel Alternativo por se destacar com seu “compromisso incansável no trabalho com mulheres que viveram a violência sexual mais aterrorizante” em países envolvidos em conflitos bélicos e por “reivindicar para elas reconhecimento social e compensações”.

Através da ONG “Medica Mondiale”, criada por ela por causa da guerra da Bósnia em 1992, Hauser e seus colegas ajudaram mais de 70.000 mulheres e meninas traumatizadas em zonas de crise bélica como o Kosovo, Congo, Libéria, Afeganistão e a própria Bósnia-Herzegovina.

Os ganhadores repartirão os 2 milhões de coroas suecas (US$ 310 mil) do prêmio, que distingue o trabalho social de pessoas e instituições de todo o mundo e é considerado uma prévia do Nobel da Paz.

A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá no dia 8 de dezembro, no Parlamento sueco.

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