A junta militar que dirige o Egito desde a renúncia do ex-presidente Hosni Mubarak, há um ano, afirmou, nesta sexta-feira (3), que o país vive a etapa mais importante de sua história, e acusou forças “estrangeiras e internas” pela onda de violência na nação.
Em comunicado divulgado em sua página no Facebook, a cúpula militar pediu que todos os grupos políticos assumam seu papel para intervir de maneira ativa e eficaz para encerrar a discórdia no país. O centro da capital Cairo foi palco nesta sexta-feira de graves enfrentamentos.
“Todos os filhos da nação egípcia devem se unir e se solidarizar para encerrar a discórdia e enfrentar as investidas de forças estrangeiras e internas”, diz a nota.
O Conselho Supremo das Forças Armadas (nome oficial da junta militar), presidido pelo marechal Hussein Tantawi, assegura que sempre defendeu o direito do povo à manifestação pacífica, o que todas as instituições devem respeitar.
No entanto, a junta observou o aumento do perigo, a propagação de rumores e a insistência de algumas partes em ameaçar as propriedades e instituições do estado.
Por isso, a cúpula militar disse que é obrigada a pedir que todas as forças nacionais e políticas adotem uma iniciativa positiva e rápida para devolver a estabilidade a todas as partes do Egito.
Já o primeiro-ministro egípcio, Kamal Ganzuri, pediu que os “sábios da nação” e os “jovens da revolução” contribuam para conter a situação, segundo a agência oficial “Mena”.