Sandar, de 56 anos, permanecia retida em casa desde 2002, depois que os corpos de segurança detiveram o marido dela, o empresário Aye Zaw, e os três filhos, acusados de planejar um golpe de Estado.
Os quatro foram considerados culpados por um tribunal em setembro de 2002 e condenados à morte, mas a sentença ainda não foi cumprida e eles permanecem presos no presídio de Insein, nos arredores de Yangun.
O ex-ditador Ne Win morreu em 5 de dezembro de 2002, aos 92 anos, na mesma casa onde Sandar cumpria prisão domiciliar.
O general Ne Win acabou com o jovem sistema parlamentar birmanês em 1962 e estabeleceu uma ferrenha ditadura militar que comandou até 1988, quando se retirou oficialmente, após o massacre por parte do Exército de cerca de 3 mil estudantes que pediam nas ruas reformas democráticas. EFE