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Mundo

Juiz ordena detenção de 5 pessoas por "voos da morte" na Argentina

Arquivo Geral

10/05/2011 17h56

No total, cinco pessoas – três pilotos, um ex-suboficial naval e um advogado – foram detidas por ordem do juiz que investiga os chamados “voos da morte” da ditadura militar argentina, informaram nesta terça-feira fontes judiciais.

O juiz federal Sergio Torres emitiu ordem de detenção aos pilotos Alejandro Domingo D’Agostino, Enrique José De Saint Georges e Mario Daniel Arru, acusados de ter tripulado, entre outros, o avião desde o qual supostamente se jogou ao mar a fundadora da Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor, e a freira francesa Léonie Duquet, informou o Centro de Informação Judicial (CIJ).

Também foi detido na cidade de Mendoza (oeste), fronteiriça com o Chile, o ex-suboficial naval Ricardo Rubén Ormello, que “teria confessado a companheiros de trabalho sua ativa participação nesses voos, nos quais teria lançado pessoas ao mar”. O juiz ordenou ainda a detenção do advogado Gonzalo Dalmacio Torres de Toloza.

Em abril passado, o promotor Eduardo Taiano pediu a detenção dos três pilotos, no que constituiu a primeira vez que a justiça identificou um dos “voos da morte”.

O promotor sustenta que o avião da Prefeitura Naval no qual viajaram Azucena e Léonie partiu em 14 de dezembro de 1977 do aeroporto Jorge Newbery de Buenos Aires.

De acordo com os documentos da Prefeitura, o voo durou três horas e dez minutos e retornou a Buenos Aires.

Os corpos das duas foram encontrados em 2005 em uma vala comum da província de Buenos Aires próxima à costa do Oceano Atlântico.

O promotor argentino Miguel Osorio, quem ordenou a investigação na Argentina do Plano Condor, como se denomina a coordenação repressiva das ditaduras do Cone Sul nos anos 70, assegurou em março passado que os registros dos “voos da morte” realizados durante o regime chegam a 2,7 mil.

Em fevereiro passado, o promotor argentino Federico Delgado apresentou um relatório no qual pediu que se declarasse “judicialmente provado” que os “voos da morte” partiam de uma base da Força Aérea nos arredores de Buenos Aires.

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