Um jovem de 17 anos foi condenado à morte por decapitação e crucificação na Arábia Saudita por realizar protestos pró-democráticos. Ali Mohammed Al-Nimr alega que foi torturado por dias para assinar a “confissão.” Ele é sobrinho de um opositor do governo.
O caso ganhou grande repecurssão mundial principalmente após o vazamento de documentos que sugerem negociações entre o governo da Inglaterra e o país árabe para garantir que ambos sejam eleitos para o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). O regime da Arábia Saudita já decapitou mais pessoas do que o grupo terrorista Estado Islâmico em 2015, segundo o jornal inglês The Guardian.
O grupo ativista Anonymous assumiu uma série de ataques registrados nas últimas horas contra sites governamentais sauditas. “Ali Mohammed al-Nimr, um garoto inocente, foi setenciado à morte e nós não vamos ficar parados olhando”, disse em pronunciamento o grupo de hackers. Veja abaixo (em inglês):
http://t.co/IIkzD09vxE – #TangoDown #OpNimr #FreeNimr all saudi government websites going offline, #SaveNimr pic.twitter.com/gcKX9yrScJ
— OpNimr (@OpNimr) September 26, 2015
Segundo o grupo de ativistas virtuais, que lançou a hastag #OpNimr em referência ao caso, a ofensiva continuará enquanto o regime saudita não libertar Nimr. “Vocês nos ameaçam como um vírus e nós somos a cura”, conclui o comunicado.