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Mundo

Jornalista que processou Strauss-Kahn nega estar desequilibrada

Arquivo Geral

13/07/2011 17h59

A jornalista e escritora francesa Tristane Banon, que denunciou o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn por tentativa de estupro, negou nesta quarta-feira que esteja “manipulada ou desequilibrada” e garantiu que ninguém a influenciou ao tomar a decisão de processá-lo.

 

 

“Não estou nem desequilibrada, nem manipulada, nem pelo prefeito da minha cidade (Boulogne), nem por partidos políticos de direita ou esquerda, nem pelo meu advogado ou pela minha mãe”, declarou a jovem em entrevista à emissora “France 2”.

 

 

“Tenho 32 anos e sei tomar minhas próprias decisões sozinha, embora sejam difíceis”, acrescentou, em referência a sua intenção de levar Strauss-Kahn à Justiça oito anos depois de o político supostamente tentar estuprá-la quando ela o entrevistou para escrever um livro.

 

 

“Durante oito anos, sobretudo em 2003, quando aconteceu, achei que se não o denunciasse, que ouvindo os conselhos das pessoas de meu entorno, da minha mãe, dos jornalistas (…), que me recomendavam não fazê-lo, eu conseguiria esquecer. Mas não foi possível”, reconheceu Banon, cuja família é ligada à de Strauss-Kahn.

 

 

Ela disse que, quando sua história foi divulgada pela imprensa em 2007, também não quis agir, mas que, quando seu caso voltou à tona neste ano – após a suposta agressão sexual do economista francês a uma camareira do hotel Sofitel de Nova York -, ela considerou que era o momento oportuno.

 

 

Strauss-Kahn, de 62 anos, sempre alegou que os fatos dos quais é acusado pela jornalista francesa são “imaginários” e nesta segunda-feira apresentou uma denúncia contra ela por calúnia.

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