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Israel tira guardas das fronteiras para conter violência entre árabes e judeus

Pressionado politicamente, o premiê Binyamin Netanyahu disse que a violência nas ruas é um risco maior para o país

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O governo de Israel mobilizou guardas que policiam a fronteira com a Cisjordânia para conter a crescente violência entre comunidades árabes e israelenses no interior do país. A situação acentua a tensão provocada pela violência em Gaza e na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém. Pressionado politicamente, o premiê Binyamin Netanyahu disse que a violência nas ruas é um risco maior para o país que o confronto com o Hamas.

Mais de 400 pessoas foram presas nos últimos dias nos distúrbios entre árabes e israelenses no país. Episódios violentos foram registrados em ao menos seis cidades. Carros, saques e destruição de propriedade nesses locais já preocupam as autoridades israelenses.

Confrontos entre israelenses e árabes estão cada vez mais violentos e incluem espancamentos, tiroteios e ataques a faca, bem como linchamentos de lado a lado.

O ministro da Defesa, Benny Gantz, enviou tropas que protegem a fronteira com a Cisjordânia para conter os protestos. “Estamos numa situação de emergência”, disse o ministro.

Netanyahu visitou a cidade de Lod, onde 40% da população é palestina e foi foco dos primeiros conflitos com isralenses. “Não temos maior ameaça ao país que esses confrontos e não temos escolha a não ser restaurar a lei e a ordem nesses locais”, disse.

Lod está isolada, com um toque de recolher a partir do pôr do sol. Confrontos preocupam em outras cidades como Haifa, Bersheeva e Tiberias.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, disse que uma potencial guerra civil entre árabes e judeus seria uma ameaça à existência do Estado de Israel. “É um risco muito maior do que qualquer ameaça externa”, disse. (Com agências internacionais)

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Estadão Conteúdo






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