Menu
Mundo

Israel responde entrada de palestinos com fogo

Arquivo Geral

15/05/2011 10h33

Centenas de palestinos provenientes da Síria atravessaram neste domingo a fronteira do país com as Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde 1967, o que provocou a reação armada das forças de segurança israelenses no local, deixando quatro mortos e entre dez e 20 feridos, segundo diferentes fontes.

O incidente ocorreu perto do povoado druso de Majdal Shams, nas Colinas de Golã. “Segundo a informação inicial que dispomos, forças do Exército israelense identificaram vários cidadãos sírios que tentavam cortar a cerca de segurança na fronteira entre Israel e Síria, e responderam com tiros de advertência”, disse um porta-voz militar de Israel à Agência Efe.

A emissora árabe Al Arabiya indica que quatro pessoas morreram pelos tiros dos militares israelenses, um número que, por enquanto, não foi confirmado por fontes oficiais de Israel.

Os serviços de emergência da Estrela de Davi Vermelha (equivalente em Israel à Cruz Vermelha) informaram que entre dez e 20 pessoas ficaram feridas, entre elas três cidadãos israelenses que sofreram ferimentos leves, informou o serviço de notícias israelense Ynet.

Testemunhas citadas pela rádio pública israelense mencionaram a presença de helicópteros de combate israelenses e disseram também que havia fumaça no local.

A imprensa israelense informa que o incidente começou quando centenas de pessoas, supostamente refugiados palestinos residentes na Síria, cruzaram em dois pontos a cerca que divide o território sírio com as Colinas do Golã.

Essas pessoas teriam se reunido para uma manifestação por ocasião do Dia da Nakba (Catástrofe), quando os palestinos lembram o exílio e o trauma que representou para eles a criação do Estado de Israel em 1948.

Moradores de Majdal Shams afirmam que centenas de pessoas conseguiram entrar em território controlado por Israel, embora outras digam que só algumas dezenas o fizeram, informa a edição digital do jornal “Haaretz”.

Centenas de milhares de pessoas realizam manifestações neste domingo em Israel, na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, além de países vizinhos como Síria, Egito, Líbano e Jordânia, para exigir o direito de retorno dos refugiados palestinos e o fim da ocupação israelense.

Pelo menos 15 palestinos foram feridos na manhã deste domingo por disparos das Forças Armadas israelenses no norte da Faixa de Gaza quando milhares faziam uma manifestação pelo Dia da Nakba (Catástrofe), data em que os palestinos lembram o exílio e o trauma que representou para eles a criação do Estado de Israel em 1948.

As vítimas são, em sua maioria, menores de idade, feridos por estilhaços dos disparos de tanques israelenses contra a cidade palestina de Beit Lahiya, informou aos jornalistas Adham Abu Selmeya, porta-voz dos serviços de emergência em Gaza.

O protesto deste domingo envolveu milhares de pessoas, que fizeram uma passeata no norte da Faixa de Gaza, rumo à divisa do território com Israel, informaram testemunhas à Agência Efe. Segundo elas, os tanques israelenses estacionados na área dispararam pelo menos quatro projéteis contra o local da manifestação.

Uma porta-voz do Exército israelense confirmou à Efe que “está ocorrendo uma grande manifestação no norte de Gaza”, mas assinalou que, por enquanto, não pode confirmar que as forças tenham disparado contra a população.

Em um comício realizado na cidade de Gaza, que contou com a presença de aproximadamente 10 mil pessoas, o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, disse que os palestinos têm direito a resistir à ocupação israelense e recuperar as propriedades perdidas em 1948, informou o Ynet.

Este é o primeiro ano desde 2007 em que as distintas facções palestinas se unem na Faixa de Gaza para organizar atos conjuntos em memória da Nakba, o que foi possibilitado após a assinatura do acordo de reconciliação palestina, feito no início deste mês no Cairo.

O grupo radical Hamas, em coordenação com o moderado Fatah, organizou os dois principais atos com apoio das demais facções palestinas. O primeiro foi realizado no norte da Faixa de Gaza e o segundo, na localidade de Rafah, na fronteira com o Egito.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado