Israel apresentou hoje um relatório diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU no qual destacou o fato de ter construído uma sociedade democrática, approved mas sem mencionar os territórios palestinos ocupados, o que gerou críticas por parte dos presentes.
Na apresentação do relatório, em Genebra, o embaixador israelense Aharon Leshno Yaar disse que “Israel sente orgulho de ter conseguido construir uma sociedade democrática, que repousa sobre o Estado de direito”.
Ele também ressaltou que oito relatores especiais das Nações Unidas puderam visitar e fazer investigações em Israel nos últimos três anos.
Além disso, insistiu na coragem da Corte Suprema e da sociedade civil israelense na defesa dos direitos humanos.
No entanto, o relatório do Governo israelense não menciona a responsabilidade de Israel na ocupação dos territórios palestinos, o que surpreendeu muitos oradores.
De fato, mais de 50 países denunciaram as múltiplas restrições e violações aos direitos humanos cometidas por Israel.
A construção do muro de separação, a extensão dos assentamentos de colonos, a demolição de casas palestinas, o bloqueio da Faixa de Gaza, o tratamento aos detidos e aos menores palestinos e os obstáculos à liberdade de circulação na Cisjordânia foram alguns dos assuntos criticados.
Entre os países ocidentais, Alemanha, Canadá, França e Suíça insistiram na necessidade de levantar o bloqueio de Gaza.
No final da discussão do relatório, o embaixador israelense disse: “infelizmente, não podemos tratar de todas as questões mencionadas. Continuaremos explorando os meios para melhorar nosso respeito aos direitos humanos e estamos abertos ao diálogo”.
Os 192 membros da ONU devem apresentar a cada quatro anos um relatório completo sobre o respeito aos direitos humanos perante este Conselho.