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Irmãos Muçulmanos acusam seguidores de Mubarak por distúrbios em estádio

Arquivo Geral

01/02/2012 21h59

O Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político dos Irmãos Muçulmanos, acusou os partidários do antigo regime de Hosni Mubarak pelos distúrbios que causaram pelo menos 73 mortes em um estádio de futebol de Port Said, no nordeste do Egito.

“Os eventos de Port Said foram orquestrados e são uma mensagem dos remanescentes do antigo regime”, denunciou o vice-presidente do PLJ, Esam al Arian, em comunicado divulgado nesta quarta-feira no site do movimento islamita.

Arian, cujo partido ocupa quase metade das cadeiras da nova Câmara Baixa, garantiu que “há partes que querem que o derramamento de sangue continue”.

O dirigente islamita relacionou os incidentes entre torcedores de duas equipes de futebol em Port Said com os ocorridos ontem durante uma manifestação contra o Parlamento, na qual se enfrentaram manifestantes contra a Junta Militar e simpatizantes deste grupo.

Segundo o PLJ, o ocorrido em Port Said é “um plano explícito para criar discórdia, que tem como objetivo levar o Egito a uma concatenação de crise e não está isolado de nenhuma maneira da cena geral dos dias anteriores”.

Para o partido, “o objetivo é obstaculizar o processo de transição democrática e pacífica do poder”.

A nota responsabilizou por este plano “partes internas relacionadas com o antigo regime, que dirige um plano de destruição desde a prisão de Tora”, onde estão detidos muitos ex-membros do antigo regime, entre eles os filhos de Mubarak e o ex-ministro do Interior.

Por sua parte, o movimento Irmãos Muçulmanos também emitiu um comunicado no qual relacionou o “massacre de Port Said” com os recentes assaltos a vários bancos nesta semana e os distúrbios na manifestação da véspera.

“Tudo isto nos faz temer que haja oficiais da Polícia que estão castigando o povo por fazer a revolução que acabou com sua tirania e reduziu seus privilégios”, ressaltou o grupo islamita.

Os distúrbios de Port Said entre torcedores das equipes do Al Masry e do Al Ahly terminaram com pelo menos 73 mortos e mais de 100 feridos, segundo informou à Agência Efe o delegado de Saúde da cidade, Helmy Ali al Afny.

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