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Irã corta abastecimento de petróleo para 6 países europeus, diz TV oficial

Arquivo Geral

15/02/2012 14h35

O Irã decidiu suspender as exportações de petróleo para seis países europeus, Holanda, Espanha, Itália, França, Grécia e Portugal, em resposta às sanções impostas pela União Europeia (UE) ao país, informou nesta quarta-feira a emissora oficial iraniana “Press TV”.

Já a televisão estatal em língua persa, “IRIB”, afirmou que as autoridades iranianas convocaram vários embaixadores europeus, que foram informados de que o “Irã vai reconsiderar continuar vendendo petróleo”, sem afirmar que as vendas estavam suspensas.

O embaixador da Espanha no Irã, Pedro Villena, confirmou à Agência Efe que tinha sido convocado nesta quarta-feira ao Ministério de Relações Exteriores no Teerã e que não foi comunicado sobre o corte das exportações de petróleo iraniano à Espanha.

Villena explicou que a conversa foi sobre as últimas sanções impostas pelos 27 ao Irã, entre elas o embargo petroleiro decidido pela UE a partir de julho, mas “não foi falado sobre sanções iranianas”.

Os países afetados pela suspensão, segundo a “Press TV”, são importadores de petróleo iraniano, embora os mais afetados sejam a Espanha, a Itália e a Grécia, que recebem entre 13 e 14% do petróleo que consomem do país persa.

A agência oficial iraniana, “Irna”, informou que o diretor-geral para a Europa Ocidental do Ministério de Relações Exteriores, Hassan Tayik, tinha convocado esta manhã os embaixadores da Espanha e da Itália.

A agência acrescentou que, posteriormente, visitariam o Ministério os representantes da França, Portugal, Holanda e Grécia, sem mais detalhes.

O ministro do Petróleo do Irã, Rostam Qasemi, afirmou recentemente que estudavam a suspensão das exportações de petróleo a vários países europeus, em represália pelas sanções financeiras e petrolíferas impostas pela UE ao Irã no dia 23 de janeiro.

O Parlamento de Teerã também anunciou que preparava uma lei para proibir as exportações de petróleo e gás à Europa, mas texto algum foi tramitado e na semana passada iniciou um recesso, até o dia 4 de março.

Antes do recesso, 200 dos 290 deputados assinaram um comunicado no qual manifestavam seu apoio a qualquer medida que o Governo de Teerã pudesse adotar contra os 27 em resposta às novas sanções.

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