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Hamas rejeita convocação de eleições palestinas

Arquivo Geral

12/02/2011 17h26

O movimento islâmico Hamas, responsável pelo Governo na Faixa de Gaza, rejeitou neste sábado a convocação de eleições presidenciais e legislativas palestinas para setembro, feita pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), por considerar que elas afundarão a divisão interpalestina.

 

“O Hamas não reconhecerá essas eleições ou seus resultados nem dará cobertura legal alguma porque aumentam a divisão e a separação e não servirão aos interesses do povo palestino”, disse um dos porta-vozes do grupo em Gaza, Fawzi Barhum, em comunicado.

 

Barhum qualificou a convocação de “ilegal” porque o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do grupo Fatah, Mahmoud Abbas, e seu primeiro-ministro, Salam Fayyad, “perderam sua legitimidade e capacidade para efetuar ou supervisionar essas eleições”.

 

Fadel Hamedan, deputado do Hamas na Cisjordânia, reiterou à Agência Efe as razões para recusar o pleito. “Sempre mantivemos a ideia de que as eleições só devem ocorrer após a reconciliação”.

 

A ANP ressalta que o objetivo da convocação eleitoral é “tentar sair do atual impasse e dar voz ao povo”, segundo disse à imprensa em Ramala Hanan Ashrawi, membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

 

A atual divisão política entre a ANP e o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, impediu até o momento a realização de eleições, embora os mandatos presidencial e parlamentar já tenham expirado.

 

Hamas e Fatah negociam sem sucesso há anos, e com mediação do Egito, pôr fim ao atual conflito bilateral, que provocou em 2007 a divisão política dos palestinos em dois Governos, um do Hamas em Gaza e outro da ANP – sustentada pelo Fatah – na Cisjordânia.

 

As últimas eleições legislativas palestinas foram realizadas em 2006, com a vitória do Hamas, seguida de um boicote da comunidade internacional ao Governo islâmico em Gaza.

 

Já as eleições presidenciais foram realizadas um ano antes e foram vencidas por Abbas, embora o Hamas tenha optado por não apresentar candidato.

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