Um grupo radical islâmico até o momento desconhecido autodenominado “Yebha al Nasra” (Frente da Vitoria) assumiu pela internet a autoria dos atentados cometidos no início do ano em Aleppo e Damasco, nos quais morreram ao menos 35 pessoas.
Em mensagem sonora divulgada no conhecido site fundamentalista islâmico “Shumuj al Islam”, um homem que se proclama líder do grupo e se identifica como Abu Mohammed al Yulani explica que os ataques respondem a uma “vingança pelas atrocidades” cometidas pelo regime sírio em Homs.
“Tínhamos advertido ao regime sírio que parasse de matar civis”, acrescenta a voz da gravação, acessível no site frequentemente utilizado por grupos jihadistas.
Além disso, Al Yulani ameaça aplicar retaliações até que a repressão violenta seja interrompida.
“Assim como mataram os civis, agora irão sentir a dor dos atentados perpetrados contra seu povo”, diz o líder do grupo, que emprega a mesma bandeira que a rede terrorista Al Qaeda, embora não faça nenhuma referência a ela e a seus dirigentes.
No vídeo, que tem duração de 45 minutos, aparece ainda o depoimento de uma mulher com o rosto coberto por um véu que afirma que foi estuprada por cinco pistoleiros do regime.
Em 6 de janeiro, ao menos dez pessoas morreram e outras 46 ficaram feridas em um atentado perpetrado por um suicida em um bairro do sul de Damasco.
Sobre o atentado de Aleppo de 10 de fevereiro, perpetrado contra duas sedes das forças da ordem e que deixaram 28 mortos, não há imagens.
No entanto, aparecem fotogramas de outros quatro atentados contra supostas patrulhas do Exército e ônibus para o transporte de soldados, embora não seja especificado nem o local, nem a data de sua produção.