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Mundo

Greve de ferroviários deixa 600 mil pessoas sem trens na Argentina

Arquivo Geral

04/09/2007 0h00

Os trabalhadores da ferrovia argentina Roca iniciaram hoje uma greve em protesto contra as agressões sofridas por funcionários da empresa, viagra dosage na última segunda-feira, o que deixou sem transporte cerca de 600 mil pessoas que usam diariamente o serviço em Buenos Aires, capital do país.

O protesto, de 48 horas de duração, forçou o fechamento do terminal da Praça da Constituição, um dos maiores de Buenos Aires, e congestionou o serviço de ônibus e o trânsito em estradas e avenidas da capital argentina.

O sindicato Unión Ferroviaria convocou a greve por causa dos ataques realizados na noite desta segunda-feira contra bilheteiros, que foram agredidos por passageiros indignados com o atraso nos serviços da companhia.

A ferrovia Roca foi reestatizada em maio, após distúrbios suscitados por centenas de passageiros, também na estação da Praça da Constituição. Após os problemas, o Governo rescindiu o contrato com a empresa Transporte Metropolitano, por “graves e reiterados descumprimentos na prestação dos serviços”.

“A decisão dos trabalhadores de fazer uma greve em resposta às agressões dos passageiros excede o organismo de gestão estatal que assumiu o serviço”, afirmou o porta-voz Eduardo Montenegro, que admitiu que não vê “uma solução imediata” para o problema.

Montenegro assegurou que o atraso nos serviços, que provocou os incidentes de segunda-feira, se deveram a uma sabotagem, e ao suicídio de uma pessoa que se jogou nos trilhos.

Por causa das deficiências nos serviços ferroviários, privatizados na década de 90, o Governo argentino iniciou um processo de reestruturação destes serviços, que prevê a participação de empresas privadas, que passarão a atuar sob um estrito controle público.

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