O governo Trump vai intensificar sua luta contra o chamado “turismo de nascimento”, disse nesta quarta-feira (1º) o procurador-geral interino dos Estados Unidos. Na terça-feira, a Suprema Corte, de maioria conservadora, confirmou o direito à cidadania por nascimento.
O mais alto tribunal americano revogou uma ordem executiva do presidente Donald Trump, decretada no primeiro dia de seu segundo mandato, que determina que crianças nascidas nos Estados Unidos de pais “presentes ilegalmente ou temporariamente” não se tornariam automaticamente cidadãs americanas.
Diante dessa decisão, as autoridades continuarão tendo como alvo mulheres estrangeiras que buscam dar à luz nos Estados Unidos, afirmou a jornalistas o procurador-geral Todd Blanche.
“Do ponto de vista do Departamento de Justiça, obviamente estamos direcionando nossos procuradores e nossos parceiros das forças de segurança para o turismo de nascimento, que é uma indústria em expansão e vai continuar crescendo”, disse Blanche em coletiva de imprensa.
“Há outras coisas que (…) o governo federal pode fazer no processo de visto e no processo de aplicação para minimizar ou limitar a oportunidade de pessoas virem para cá (…) apenas para ter o seu bebê e que ele possa então ser um cidadão americano”, acrescentou.
O governo Trump tem utilizado o “turismo de nascimento”, particularmente vindo da China, como argumento contra a cidadania por nascimento.
AFP