O anúncio foi feito pelo ministro de Cultura e Orientação Islâmica do Irã, Mohamad Safar Harandi, após as notícias sobre a proibição do livro, que foi criticado por autoridades ultraconservadoras do país.
Rafsanjani foi eleito hoje chefe do todo-poderoso Conselho de Especialistas, que tem poder para destituir e escolher o líder supremo do Irã (cargo atualmente ocupado pelo aiatolá Ali Khamenei).
Ele assegura em seu livro que Khomeini tinha decidido ordenar que se evitasse o slogan “morte à América” nas manifestações dos iranianos, mas que morreu -em 1989- antes de anunciar essa decisão em público.
“Até o momento, não houve nenhum ato relativo à retirada de circulação do livro de memórias do aiatolá Akbar Hashemi Rafsanjani”, disse Harandi.
Ele lembrou que Rafsanjani havia obtido permissão para a publicação do livro dois meses antes do atual presidente iraniano, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, assumuir o cargo, em agosto de 2005.
“Muitos dos admiradores de Khomeini protestaram contra algumas questões colocadas no livro, já que acreditam que algumas características atribuídas a ele não são corretas”, acrescentou o ministro, sem dar mais detalhes.
Rafsanjani, de 73 anos, é considerado um conservador moderado, e suas idéias diferem em vários pontos das de Ahmadinejad, especialmente no que se refere à abertura ao Ocidente e às relações com os EUA.