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Mundo

Governo do Irã nega ter proibido livro polêmico sobre aiatolá Khomeini

Arquivo Geral

04/09/2007 0h00

O Governo iraniano negou ter proibido a circulação de um livro escrito pelo ex-presidente do país Hashemi Rafsanjani, generic no qual assegura que o fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, era menos antiamericano do que se acredita.

O anúncio foi feito pelo ministro de Cultura e Orientação Islâmica do Irã, Mohamad Safar Harandi, após as notícias sobre a proibição do livro, que foi criticado por autoridades ultraconservadoras do país.

Rafsanjani foi eleito hoje chefe do todo-poderoso Conselho de Especialistas, que tem poder para destituir e escolher o líder supremo do Irã (cargo atualmente ocupado pelo aiatolá Ali Khamenei).

Ele assegura em seu livro que Khomeini tinha decidido ordenar que se evitasse o slogan “morte à América” nas manifestações dos iranianos, mas que morreu -em 1989- antes de anunciar essa decisão em público.

“Até o momento, não houve nenhum ato relativo à retirada de circulação do livro de memórias do aiatolá Akbar Hashemi Rafsanjani”, disse Harandi.

Ele lembrou que Rafsanjani havia obtido permissão para a publicação do livro dois meses antes do atual presidente iraniano, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, assumuir o cargo, em agosto de 2005.

“Muitos dos admiradores de Khomeini protestaram contra algumas questões colocadas no livro, já que acreditam que algumas características atribuídas a ele não são corretas”, acrescentou o ministro, sem dar mais detalhes.

Rafsanjani, de 73 anos, é considerado um conservador moderado, e suas idéias diferem em vários pontos das de Ahmadinejad, especialmente no que se refere à abertura ao Ocidente e às relações com os EUA.

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