O Governo colombiano negou hoje que tenha crescido o número de deslocados no país por causa do conflito armado, price como denunciou a Consultoria para os Direitos Humanos e o Deslocamento (Codhes).
Em comunicado da Agência Presidencial para a Ação Social, o Governo afirma que “o deslocamento no país continua diminuindo” e qualifica “por irreais” os números da Codhes.
A entidade questionada pelo Governo apresentou hoje um relatório no qual destaca que entre janeiro e junho o número de deslocados foi de 270.675, 41% a mais que o período anterior e número recorde desde 1985.
A Codhes faz parte da comissão especial criada pela Corte Constitucional para supervisionar a sentença que, em 2005, obrigou o Estado a reconhecer esta crise humanitária e a restituir os direitos aos deslocados.
Os dados fornecidos hoje pelo Governo são consideravelmente menores e, segundo a nota oficial, nesse período se registraram 111 mil deslocamentos.
Enquanto a Codhes destacou um aumento dos deslocamentos em massa na primeira metade deste ano que afetaram 33.251 pessoas, 12% do total da população deslocada, o Governo reconheceu que estes tinham registrado “uma alta”, mas são “infinitamente inferiores aos dos anos 2000 e 2002”.
O Governo denunciou ainda “a existência de sérios indícios de fraude no mecanismo de registro de população deslocada” por parte da Consultoria.
“Embora se desconheça o detalhe de como a Codhes realiza suas estimativas sobre deslocamento forçado, a primeira coisa que se deve ressaltar é que a metodologia de contagem desta organização é diferente da do Governo”, ressalta o comunicado.
A nota acrescenta que, “apesar dos números que ainda mostram que o deslocamento são altamente preocupantes e dão razão dos importantes esforços que o Governo está fazendo para atender a este grave mal, diferem muito da história, quase apocalíptica, que mostra a Codhes em suas contas”.