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Gates contribui com US$ 750 milhões a Fundo Mundial de Luta contra Aids

Arquivo Geral

26/01/2012 9h22

Bill Gates, copresidente da fundação que leva seu nome e o de sua esposa, Melinda, anunciou nesta quinta-feira em Davos uma contribuição de US$ 750 milhões ao Fundo Mundial contra a Aids, a Malária e a Tuberculose, cujo responsável executivo renunciou há dois dias.

“Estes são tempos economicamente duros, mas não é desculpa para cortar a ajuda aos mais pobres do mundo”, disse o bilionário, em entrevista coletiva convocada para anunciar sua nova doação.

Gates, que participa do Fórum Econômico Mundial de Davos, elogiou o trabalho do fundo, que irá completar dez anos. “Esta é uma das maneiras mais efetivas nas quais investimos nosso dinheiro a cada ano”, considerou.

Anteriormente, a Fundação Bill e Melinda Gates, que concentra suas doações em atividades relacionadas à saúde, apoiou o Fundo Mundial contra a Aids, a Malária e a Tuberculose com US$ 650 milhões.

O americano deixou claro seu apoio à iniciativa ao destacar que através da contribuição anunciada nesta quinta também entrega à instituição “a flexibilidade e a autoridade para distribuir os fundos eficientemente, em função das necessidades imediatas”.

A declaração é significativa na medida em que nesta semana o diretor-executivo do fundo, Michel Kazatchkine, comunicou que deixará o cargo em meados de março, uma decisão que é atribuída à decisão da junta que dirige o fundo de criar o posto de diretor-geral, para o qual elegeu ao colombiano-brasileiro Gabriel Jaramillo.

Essa mudança na estrutura do organismo foi justificada pela necessidade de contar com um responsável para supervisionar uma série de mudanças introduzidas em seu funcionamento, para garantir a transparência na utilização dos recursos após uma série de irregularidades detectadas em 2011.

A organização é uma entidade com participação pública e privada que nos últimos anos recebeu um grande apoio financeiro de governos de países industrializados, mas a atual crise financeira e econômica aponta que contará com menos verbas para suas atividades no futuro.

O Fundo Mundial de Luta contra Aids, a Malária e a Tuberculose deve distribuir US$ 10 bilhões no período 2011-2013 para as três doenças, mas advertiu que não poderá ampliar seu financiamento porque alguns países já anunciaram que terão que reduzir suas doações.

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