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Francês Jordan Bardella presidirá novo grupo de extrema direita no Parlamento Europeu

Bardella – de 28 anos e cujo partido terminou em terceiro lugar nas eleições legislativas na França no domingo – estará à frente de um influente bloco político

Redação Jornal de Brasília

08/07/2024 12h29

france politics lfi

O presidente do partido de extrema direita francês Rassemblement National (RN), Jordan Bardella (L), reage ao chegar à sede do partido de extrema direita Rassemblement National (RN), em Paris, em 8 de julho de 2024, um dia após o segundo turno das eleições legislativas da França . O Presidente francês, em 8 de Julho, deveria iniciar esforços para tirar a França da sua mais grave incerteza política em décadas, depois de a esquerda ter derrotado a extrema direita nas eleições sem que nenhum grupo obtivesse a maioria absoluta. O resultado das eleições legislativas, convocadas por Macron três anos antes do previsto, numa tentativa de remodelar o cenário político, deixa a França sem qualquer caminho claro para formar um novo governo três semanas antes dos Jogos Olímpicos de Paris. (Foto de Dimitar DILKOFF/AFP)

O eurodeputado Jordan Bardella, do partido francês Reagrupamento Nacional, será o presidente do novo bloco de extrema direita no Parlamento Europeu, Patriotas pela Europa, afirmaram vários eurodeputados do grupo político nesta segunda-feira (8).

Bardella – de 28 anos e cujo partido terminou em terceiro lugar nas eleições legislativas na França no domingo – estará à frente de um influente bloco político que pode se tornar a terceira maior bancada do Parlamento Europeu.

O grupo Patriotas pela Europa foi lançado pelo primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, em uma tentativa de superar a divisão entre duas bancadas da ultradireita, entre os grupos Conservadores e Reformistas (ECR) e Identidade e Democracia (ID).

Com a adesão dos 30 eurodeputados do Reagrupamento Nacional, o novo bloco nasce com mais de 80 assentos e dessa forma se encaminha para desbancar o bloco Renovar Europa, de centristas e liberais, como a terceira maior força política.

O Partido Popular Europeu (PPE, direita) segue tendo a maior bancada do Parlamento Europeu, à frente dos Socialistas e Democratas (S&D, social-democratas).

Nesta segunda, na sede do Parlamento Europeu, os partidos que confirmaram sua adesão ao bloco finalizaram as negociações para constituir seu quadro diretivo, antes de lançar formalmente o grupo político.

A eurodeputada húngara Kinga Gal, eleita primeira vice-presidente do grupo, disse que o “objetivo de longo prazo é mudar a forma de fazer política na UE”.

Além disso, disse a legisladora, os partidos do bloco se comprometem a trabalhar juntos “para preservar nossas raízes indo-cristãs”.

“Hoje começamos a trabalhar junto aos colegas que são capazes de adotar uma postura firme contra as decisões centralizadoras e nocivas” da UE em Bruxelas, acrescentou.

Ao apresentar os novos dirigentes, o eurodeputado francês Jean-Paul Garraud mencionou que se tratava de uma “reunião histórica” para lançar “um grupo que representa o movimento soberanista que tanto apreciamos”.

O bloco, destacou, inclui “12 nacionalidades e tem 84 eurodeputados”, para acrescentar que é possível que o grupo “cresça ainda mais”.

Depois das eleições europeias realizadas em junho, Orban adiantou sua intenção de promover um novo bloco da extrema direita no Parlamento Europeu.

Orban também não escondeu sua extrema irritação com um acordo entre o PPE, S&D e Renovar Europa, para distribuir entre eles os principais cargos da UE.

© Agence France-Presse

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