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Fifa diz que abuso online na copa subiu 13 vezes e teve 11% de racismo

A entidade afirmou ter identificado 89 mil publicações abusivas durante a fase de grupos e encaminhado mais de 100 casos às autoridades.

Redação Jornal de Brasília

01/07/2026 18h51

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Troféu da Copa do Mundo FIFA — Foto: FREDERIC J. BROWN / AFP

Os órgãos de monitoramento digital da Fifa identificaram 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa do Mundo, o que representa um aumento de 13 vezes em relação à edição de 2022 no Catar, informou a entidade nesta quarta-feira (1º).

Segundo a Fifa, o Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) analisou mais de seis milhões de publicações e comentários, um salto de 33% em relação a 2022. Desse total, 225 mil publicações foram encaminhadas para análise humana, e 89 mil foram confirmadas como abusivas pelos moderadores.

A entidade disse ainda que os abusos raciais representaram 11% de todas as mensagens ofensivas detectadas, alta de 3% em comparação com a fase de grupos no Catar. A Fifa classificou o cenário como um “aumento significativo no material objetivamente pior e mais ofensivo” nas plataformas de redes sociais.

De acordo com a federação, o SMPS combina tecnologia e moderação humana para detectar, filtrar e bloquear mensagens racistas, discriminatórias ou ameaçadoras. O sistema também ocultou aproximadamente 181 mil comentários de ódio nas contas das seleções.

A Fifa informou que aproximadamente 1.000 contas foram encaminhadas para investigação mais aprofundada e que mais de dois milhões de comentários foram moderados durante a fase de grupos, incluindo spam e conteúdo proveniente de bots ou contas falsas, um aumento de quatro vezes em relação a 2022.

A entidade também afirmou que mais de 100 casos atendem aos critérios legais para a abertura de processos judiciais contra os responsáveis e que as evidências estão sendo reunidas para as autoridades policiais.

A Fifa observou ainda que o formato ampliado do torneio, com 48 seleções em vez das 32 do Catar, contribuiu para o aumento do volume de conteúdo analisado. Entre os episódios citados, jogadores da Holanda, Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville, sofreram insultos racistas online após perderem pênaltis na derrota para o Marrocos.

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