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Fed: Daly diz que BC deve evitar agir cedo ou tarde demais diante de incertezas

Em conferência promovida pelo Banco da Espanha, ela disse que uma reação precipitada pode comprometer a expansão da economia, enquanto uma demora excessiva também traz riscos.

Redação Jornal de Brasília

02/07/2026 9h46

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us tech – Foto por FREDERIC J. BROWN / AFP

A presidente do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta quinta-feira, 2, que o banco central americano precisa calibrar cuidadosamente a condução da política monetária diante das incertezas sobre inflação e atividade econômica. Em conferência promovida pelo Banco da Espanha, ela disse que uma reação precipitada pode comprometer a expansão da economia, enquanto uma demora excessiva também traz riscos. “Se o banco central agir rápido demais, pode frear a economia prematuramente. Se agir devagar demais, isso pode ser prejudicial para os cidadãos”, afirmou.

Segundo Daly, a economia dos Estados Unidos segue resiliente, sustentada por um consumidor forte e por um crescimento “excepcionalmente robusto” dos investimentos. Ela ressaltou que, embora a inflação permaneça acima da meta de 2%, não vê sinais de perda de resistência da atividade e avaliou que o mercado de trabalho está estabilizado.

A dirigente atribuiu a recente aceleração da inflação ao impacto das tarifas comerciais e ao choque provocado pela alta dos preços do petróleo. Na avaliação dela, a política monetária americana permanece “ligeiramente restritiva”, condição que deve continuar contribuindo para reduzir a inflação.

Ao comentar os próximos passos do Fed, Daly evitou sinalizar a trajetória dos juros. Ela afirmou que há um cenário em que o banco central precisará combater uma inflação mais persistente, mas também outro em que o crescimento poderá perder força. “Não posso decidir isso agora e não posso dar uma orientação equivocada sobre os juros”, disse.

Daly também comentou o forte ciclo de investimentos em inteligência artificial (IA), observando que ainda há dúvidas sobre seus efeitos inflacionários. Ela criticou tentativas de fazer previsões econômicas com base na tecnologia, afirmando que não é possível antecipar esse impacto por meio da IA.

Estadão Conteúdo.

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