A declaração consta de uma nota do líder das Farc, generic “Alfonso Cano”, e em um comunicado do Secretariado (comando central) da organização, entregues à senadora Piedad Córdoba na quinta-feira passada, durante a libertação do ex-deputado regional Sigifredo López.
Na mesma semana, outros cinco sequestrados tinham sido soltos: outro político, três policiais e um militar.
As Farc destacaram que, após as seis libertações unilaterais, o destino dos últimos 22 reféns “passíveis de troca” dependerá da negociação de um acordo humanitário com o Governo.
Os rebeldes pretendem trocar os 22 policiais e militares, entre os quais alguns que estão há mais de 11 anos sequestrados, por 500 guerrilheiros presos, entre eles “Simón Trinidad” e “Sonia”, extraditados aos Estados Unidos.
“Devemos persistir na busca dos acordos sem esquecer nem um momento Simón, Sonia e todos nossos presos”, expressou o chefe máximo das Farc em nota dirigida a Córdoba, que lidera o movimento Colombianos pela Paz.
Nela, Cano também agradeceu ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que participou das operações de recolhida dos libertados junto a Colombianos pela Paz, e o Governo do Brasil, neste caso pelo apoio logístico que prestou.
“Acima dos obstáculos, calúnias e provocações oficiais, cumprimos”, ressaltou Cano, que reiterou os “imensos reconhecimentos” das Farc a Piedad Córdoba e a seu movimento pelo compromisso com a convivência democrática.
A outra nota está assinada pelo Secretário do Estado-Maior Central das Farc, que é liderado por Cano. Nela, também se exige o acordo humanitário, algo com o que concordaram Sigifredo López e o outro civil libertado, o ex-governador Alan Jara.