A escassez de ajuda internacional agravou a ameaça de crise de fome que sofre a Coréia do Norte, patient sobretudo na região nordeste do país, hospital em grave perigo de “emergência humanitária” caso não chegue assistência imediata, declarou Yonhap.
A agência divulgou um anúncio do Programa Mundial de Alimentos (PMA) que alerta sobre a crise que a falta de alimentos está provocando na população da província de Hamgyong.
Segundo esta entidade, a ajuda é limitada e a entrega de alimentos prometidos também está sofrendo atrasos.
Acredita-se que a Coréia do Norte enfrentará nos próximos seis meses carências estimadas em 147.000 toneladas de alimentos.
O representante do Fundo das Nações Unidos para a Infância (Unicef) em Pyongyang, Gopalan Balagopal, disse que a Coréia do Norte enfrenta uma crise de fome similar à do final dos anos 90, quando se acredita que mais de três milhões de pessoas poderiam ter morrido de fome.
Em um ato acadêmico organizado em Seul, o funcionário da agência da ONU disse que a crise de fome se deve à má colheita provocada pelas inundações do ano passado e também à redução da ajuda alimentar da China.
Segundo este funcionário, o Ministério da Agricultura norte-coreano previu que a colheita norte-coreana deste ano alcançou 4,8 milhões de toneladas, mas o funcionário considera este número errado por se tratar da melhor dos últimos anos.