A disputa entre as duas facções do partido egípcio Al-Ghad culminou hoje com a queima de sua sede, viagra 40mg cuja propriedade os dois grupos reivindicam, page em uma briga na qual nove pessoas foram detidas e outras duas, hospitalizadas.
Por volta do meio-dia de hoje, um grupo da facção dissidente de Al-Ghad, liderada pelo deputado Mustafá Moussa, atacou a sede do partido com coquetéis molotov, pedras e outros objetos, explicaram testemunhas à agência Efe.
O ataque provocou um incêndio no escritório político, no terceiro apartamento de um edifício no Centro do Cairo, e os bombeiros precisaram intervir para controlar o fogo e evacuar o prédio.
A polícia só chegou ao local mais de uma hora depois do ataque.
Oito homens e uma mulher pertencentes à facção fundadora do partido, liderada por Aiman Nour, e que estavam nos escritórios no momento da agressão foram detidos, segundo fontes de segurança.
Além disso, outra duas pessoas foram hospitalizadas com sintomas de asfixia, uma delas o atual presidente de dita facção, Ihab al Juli, agregaram as fontes.
Aiman Nour, antigo parlamentar, cobrou grande relevância na vida política egípcia por sua oposição ao regime e seus polêmicos discursos, o que o levou ao segundo lugar nas eleições presidenciais de 2005, perdendo para Hosni Mubarak.
Seu partido, Al-Ghad (O Amanhã), dividiu-se após as eleições, quando Nour foi condenado a cinco anos de prisão por falsificar um documento na fundação da sigla.
Ele segue preso e sua facção dentro do Al-Ghad se transformou no alvo dos ataques dos dissidentes, que optaram por cooperar com o regime.
Não é a primeira vez que as diferenças entre facções rivais de um partido acabam com a destruição de uma de suas sedes no Egito.
Em abril de 2006, os partidários do então deposto presidente do partido opositor Wafd entraram armados com pistolas em sua sede e queimaram um de seus escritórios com coquetéis molotov.