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Ex-líder de gangue é condenado a um mínimo de 40 anos de prisão por assassinato de Tupac Shakur

Duane Davis foi considerado culpado pelo assassinato do rapper em 1996, após julgamento em Las Vegas

Redação Jornal de Brasília

13/10/2026 16h28

Foto: Reprodução

Duane “Keffe D” Davis, ex-líder de uma gangue de Los Angeles, foi condenado, nesta terça-feira (13), pela Justiça dos Estados Unidos, a uma pena de pelo menos 40 anos de prisão pelo assassinato do rapper Tupac Shakur em 1996.

A decisão de um tribunal em Las Vegas ocorreu depois que um júri considerou Davis culpado pelo crime em agosto, após horas de deliberações.

A juíza Carli Kierny sentenciou Davis, nesta terça-feira, a duas penas que podem ir de um mínimo de 20 anos de reclusão até a prisão perpétua pelo assassinato e pelo uso de uma arma mortal.

“Você não pode arrancar um homem de sua família. Você não pode tirar-lhe a vida, todo o seu futuro, e simplesmente sair impune”, disse a juíza ao assassino.

“Demorou 30 anos, mas agora você vai enfrentar a Justiça pelo que fez em 7 de setembro de 1996”, acrescentou.

Tupac estava em Las Vegas para assistir a uma luta do boxeador Mike Tyson. Ele foi morto a tiros duas horas depois por um homem que estava em um Cadillac branco, que parou em um sinal vermelho ao lado da BMW na qual o rapper estava.

Segundo os promotores, Davis entregou a arma a alguém que estava sentado no banco de trás do Cadillac e ordenou a essa pessoa que atirasse contra o rapper, que morreu seis dias depois.

O assassinato do artista conhecido por sucessos como “California Love” e “All Eyez on Me” foi um dos casos não resolvidos mais célebres dos Estados Unidos.

Davis foi a única pessoa acusada por esse crime. A investigação ficou estagnada durante décadas por falta de provas, mas o caso foi reaberto em 2019, depois que Davis publicou um livro de memórias.

AFP

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