Menu
Mundo

EUA sancionam brasileiros e empresas por suposto vínculo com o PCC

Medida do Departamento do Tesouro bloqueia bens de dois brasileiros e de empresas citadas em investigação sobre lavagem de dinheiro e ligação com a facção.

Redação Jornal de Brasília

01/07/2026 13h50

policia civil encontrou inscricoes com a sigla pcc no local onde um estudante da puc foi mantido refem em sao paulo 1711129934490 v2 900x506.jpg

Foto: Polícia Civil de São Paulo

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quarta-feira (1º) dois brasileiros e três empresas brasileiras sob acusação de supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Uma empresa portuguesa também foi bloqueada, sob a suspeita de relação com lavagem de dinheiro da facção na Flórida.

Segundo o governo americano, esta é a primeira sanção de Washington contra brasileiros ou empresas do Brasil após a classificação de facções do país como organizações terroristas. O subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou que a medida representa mais um passo do governo dos EUA para reconhecer a crescente presença da geração de receita ilícita do PCC dentro do país.

De acordo com o Departamento do Tesouro, a decisão foi resultado de uma investigação da Força-Tarefa de Segurança Interna, em parceria com o Escritório de Campo do FBI em Miami e a seção de Lavagem de Dinheiro, Narcóticos e Confisco do Departamento de Justiça norte-americano. O Escritório de Controle de Ativos de Estrangeiros (Ofac) afirmou que a abordagem coordenada busca maximizar o impacto contra redes criminosas transnacionais.

Os alvos das sanções são Victor Henrique de Oliveira Shimada, conhecido como Shimada, e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, conhecida como Stella, ambos apontados como moradores de São Paulo. Os EUA acusam Shimada de ser o elo fundamental do PCC com integrantes da facção na Flórida, onde teriam sido lavados mais de US$ 30 milhões em diversas cidades. Segundo a acusação, ele seria o dono da empresa Victory Trading, também sancionada.

Stella é acusada pelos EUA de ter trabalhado como secretária de Shimada e de ser parente dele. A Ofac também aplicou sanções a quatro empresas supostamente ligadas a Shimada: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda.

A Victory Trading e a Wave foram citadas como empresas de serviços financeiros; a Pixwave, como construtora; e a Avenidas Flutuantes, como empresa de transporte e armazenagem com sede perto de Lisboa, em Portugal. Com as sanções, ficam bloqueados todos os bens das pessoas e empresas alvo que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de pessoas do país. O comunicado da Ofac também afirma que instituições financeiras e outras pessoas podem estar sujeitas a sanções ao se envolverem em determinadas transações ou atividades com os designados ou bloqueados.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado