O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o país vai impor ao Irã “as sanções mais severas da história”, em resposta às novas ameaças do presidente Donald Trump de uma “guerra econômica” contra quem der apoio vital a Teerã. Bessent disse que divulgará mais detalhes na próxima semana.
As declarações foram feitas nesta quinta-feira (20), após Trump ter publicado nas redes sociais, na quarta-feira (19), que qualquer país que permita apoio vital ao Irã por meio de instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais enfrentará “consequências econômicas tremendas”. O presidente não especificou medidas concretas nem citou países.
Bessent afirmou à CNBC que a estratégia de “máxima pressão econômica” pode reduzir a necessidade de novas operações militares de grande porte. Segundo ele, o pacote incluirá um “golpe duplo”, com o bloqueio ao Irã e sanções mais duras. Ele também disse que falará “exatamente sobre o que será feito” em entrevista coletiva na segunda-feira.
As ameaças dos EUA ocorreram em meio à reação dos mercados: os preços do petróleo subiram para a maior alta em mais de três semanas, após as advertências de penalidades financeiras. O texto também lembra que o conflito, que já dura quase seis meses, deixou milhões de barris de petróleo do Oriente Médio retidos e abalou os mercados quando o Irã demonstrou capacidade de restringir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Antes da declaração de Bessent, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou as sanções econômicas e comerciais dos EUA, classificando-as como “terrorismo econômico”. O Irã afirmou que as medidas não criarão “nem mesmo a menor hesitação” na determinação do país de preservar a independência, a dignidade e a soberania nacional.
Questionado sobre possíveis medidas contra a China, que compra mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã, Bessent disse que algumas conversas precisam ser feitas em particular. A embaixada chinesa em Washington respondeu que sanções e pressão não ajudam a resolver o problema e defendeu uma solução por meios políticos e diplomáticos.