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EUA minimiza importância da pausa na entrega de armas à Ucrânia

Na terça-feira, o governo Trump anunciou que deixou de fornecer certas armas a Kiev, alegando preocupações sobre a diminuição dos estoques de munições americanas

Redação Jornal de Brasília

02/07/2025 21h48

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Foto: Ministério Exterior da Ucrânia / AFP

Funcionários americanos tentaram minimizar nesta quarta-feira (2) o anúncio da Casa Branca sobre a suspensão de alguns envios de armas à Ucrânia, afirmando que o presidente Donald Trump ainda possui opções militares para ajudar Kiev.

Na terça-feira, o governo Trump anunciou que deixou de fornecer certas armas a Kiev, alegando preocupações sobre a diminuição dos estoques de munições americanas.

A Ucrânia é alvo de ataques com mísseis e drones desde que foi invadida pela Rússia em fevereiro de 2022, e uma interrupção no fornecimento de munições, especialmente para a defesa aérea, a enfraquece ainda mais.

“O Departamento de Defesa continua oferecendo ao presidente opções robustas no que diz respeito à ajuda militar à Ucrânia, em consonância com o seu objetivo de encerrar esta trágica guerra”, disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, a jornalistas.

“O departamento analisa e adapta rigorosamente sua abordagem para alcançar este objetivo, ao mesmo tempo que preserva a prontidão militar e as prioridades de defesa dos Estados Unidos”, acrescentou.

A porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, disse a jornalistas que “isso não é uma interrupção” da ajuda à Ucrânia nem da entrega de armas. Ela também pareceu descartar a ideia de que Kiev não estava ciente dessa pausa nas entregas. “Essa conversa claramente aconteceu”, frisou.

O Ministério da Defesa ucraniano indicou nesta quarta-feira que Washington não o havia “notificado oficialmente” sobre sua decisão.

O presidente americano se reuniu com seu par ucraniano, Volodimir Zelensky, durante a cúpula da Otan em Haia na semana passada, e afirmou compreender que os ucranianos “desejam” sistemas de mísseis Patriot.

“Veremos se podemos fornecer alguns. São muito difíceis de conseguir, e nós também precisamos”, acrescentou Trump, sem entrar em detalhes.

Ambos os líderes mantêm uma relação complicada desde que bateram boca no final de fevereiro no Salão Oval da Casa Branca.

© Agence France-Presse

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