Um grupo de congressistas dos Estados Unidos enviou uma carta a Mark Zuckerberg para questionar a Meta sobre o tratamento dado aos candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições brasileiras. A carta foi assinada por 12 deputados democratas e pelo senador independente Bernie Sanders.
Os parlamentares manifestaram preocupação com relatos de restrição a conteúdo associado à campanha de Lula nas plataformas da Meta, enquanto haveria amplificação de conteúdo ligado à campanha de Flávio Bolsonaro. A empresa é dona do WhatsApp, do Instagram e do Facebook.
Os políticos americanos declararam ter responsabilidade de garantir que plataformas dos EUA não influenciem eleições em outros países. Eles ressaltaram que é “inaceitável” qualquer plataforma favorecer um candidato em detrimento de outro, de forma deliberada ou inadvertida.
A campanha de Lula afirma ser alvo de restrição na entrega de anúncios, desabilitação da conta de anúncios, aprovação de anúncios pagos do exterior sem rótulo, conteúdo sintético em período vedado e perfis de inteligência artificial. Especialistas independentes da ONU e o Ministério Público Eleitoral brasileiro também já questionaram a atuação da Meta no pleito.
A Meta tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político, atribuindo os problemas relatados a questões técnicas.
Os congressistas pediram esclarecimentos adicionais sobre as medidas tomadas pela empresa. Eles também solicitaram ações para garantir condições de disputa equilibradas nas redes sociais.
Os parlamentares solicitaram uma reunião de esclarecimento com a Meta para esta sexta-feira (23/10). Além disso, exigiram que a empresa responda a seis questionamentos até o dia 4 de novembro.
O movimento ocorre enquanto os próprios Estados Unidos se preparam para as eleições de meio de mandato, previstas para 3 de novembro. Uma fonte ligada ao Congresso americano apontou que a rapidez da mobilização demonstra uma preocupação genuína com o cenário brasileiro e a atuação da Meta.