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EUA ameaça Maduro com ações ‘adicionais’ se atas eleitorais não forem publicadas

“Emitimos sanções. Não vamos descartar nada no futuro”, acrescentou em uma coletiva de imprensa por telefone

Redação Jornal de Brasília

13/09/2024 22h35

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Em discurso para os jovens, ele destaca que o aplicativo está sendo usado para ameaçar Venezuela

Os Estados Unidos tomarão “decisões adicionais” se o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, não publicar as atas das eleições, alertou a Casa Branca nesta sexta-feira (13), um dia após impor sanções a 16 funcionários de Caracas “por fraude eleitoral”.

“Maduro tem opções e decisões que apenas ele pode tomar”, e “deixamos muito claro” que a primeira coisa que ele precisa fazer “é publicar todos os dados eleitorais e os resultados” das eleições, afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby.

“Emitimos sanções. Não vamos descartar nada no futuro”, acrescentou em uma coletiva de imprensa por telefone.

Na quinta-feira, Washington sancionou 16 funcionários das autoridades eleitorais, da Suprema Corte, da Assembleia Nacional, das Forças Armadas e dos serviços de inteligência da Venezuela.

Até o momento, impôs sanções econômicas a mais de 100 venezuelanos, incluindo o próprio Maduro, acusado de narcotráfico, e a 100 entidades.

O essencial agora é ver se Maduro “vai fazer ou não o que é certo para os venezuelanos. Ele tem que tomar essa decisão, e se não o fizer, teremos que tomar algumas decisões adicionais por nossa conta”, disse Kirby.

O porta-voz não especificou a quais medidas se referia. O setor petrolífero foi poupado de mais sanções na quinta-feira, de modo que continuam em vigor as licenças concedidas a várias petrolíferas, como a americana Chevron, a espanhola Repsol e a francesa Maurel & Prom, para operar na Venezuela.

A chancelaria venezuelana qualificou as sanções americanas como “medidas coercitivas unilaterais” e como um “novo crime de agressão”.

Assim como outros países, os Estados Unidos consideram que o opositor venezuelano Edmundo González Urrutia, a quem a Espanha concedeu asilo, venceu por ampla margem as eleições de 28 de julho.

© Agence France-Presse

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