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Estudo comprova pela 1ª vez teoria de Einstein sobre buracos negros

A chamada região de mergulho fica ao redor dos buracos negros e, nela, a matéria para de rodeá-los e é puxada para seu interior

Redação Jornal de Brasília

21/05/2024 23h15

Foto: Reprodução

São Paulo, 21 – Um estudo da Universidade de Oxford comprovou, pela primeira vez, que Albert Einstein estava certo quando dizia que existe uma área próxima de um buraco negro em que já não é mais possível evitar cair dentro dele. A chamada região de mergulho fica ao redor dos buracos negros e, nela, a matéria para de rodeá-los e é puxada para seu interior.

A pesquisa também observou que essa região exerce uma das forças gravitacionais mais fortes já identificadas na galáxia. As conclusões foram publicadas na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society neste mês e fazem parte de uma investigação mais ampla da universidade sobre os objetos cósmicos.

O estudo recém-publicado foca em buracos negros menores e mais próximos da Terra. Ele usou dados de raio X coletados pelos telescópios NuSTAR e NICER, da Agência Aeroespacial Americana (Nasa).

Ao contrário da teoria de Isaac Newton da gravidade, Einstein defendia que, ao chegar perto de um buraco negro, as partículas não conseguem mais orbitar em segurança em torno dele. Elas mergulham em direção ao seu centro em uma velocidade que se aproxima à da luz.

“Essa é a primeira visão de como o plasma, tirado da parte mais externa de uma estrela, tem a sua queda final no centro de um buraco negro, em um processo acontecendo em um sistema a dez anos-luz de distância”, afirma o pesquisador de Física da Universidade de Oxford que liderou o estudo, Andrew Mummery, em comunicado da instituição.

Ele ressalta que a teoria de Einstein já havia previsto a existência desse mergulho final. Mas o estudo demonstrou pela primeira vez esse processo. Astrofísicos têm tentado entender o que ocorre perto da superfície de um buraco negro. Para isso, estudam discos de material orbitando ao redor desses objetos.

Os cientistas debatiam até mesmo se a região de mergulho seria detectável. Para Mummery, o novo estudo representa um avanço ao permitir investigar essa área. O mergulho final das partículas, diz, mostra como a matéria responde à gravidade da forma mais forte possível.

Estadão Conteúdo

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