Um grupo de jovens sírios estudantes de medicina farão a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS), e com a concordância das autoridades locais, uma avaliação sobre as necessidades de saúde dos civis que vivem em quatro das cidades mais afetadas pelo conflito na Síria.
“Para poder entender melhor o impacto da atual crise, a OMS está planejando fazer na semana que vem uma rápida avaliação da situação sanitária em quatro áreas: Homs, Daraa, Deir ez-Zor e a zona rural de Damasco”, afirmou em entrevista coletiva Tariq Jasarevic, porta-voz da entidade.
“Como não podemos ir nós mesmos, esta missão de avaliação será feita por estudantes de medicina e voluntários do Crescente Vermelho sírio e os resultados serão analisados pela OMS”, acrescentou.
O porta-voz não informou o número exato de estudantes que farão partes das missões de avaliação, mas estimou que, para que possam ser efetivas, deverão contar com ao menos 20 jovens por grupo.
Perguntando se a missão pode ser perigosa para os estudantes e os voluntários, o porta-voz limitou-se a responder que “foi negociada com o Ministério da Saúde”.
“Os estudantes serão recrutados e pagos pela OMS e junto com voluntários do Crescente Vermelho irão às áreas citadas munidos de questionários e tentarão avaliar as necessidades mais básicas, e como foi negociado com o Ministério da Saúde, acho que conseguirão desenvolver essa tarefa”, declarou.
Jasarevic não detalhou quando as missões terão início e dentro de que prazo será possível ter os primeiros resultados concretos. Ela adiantou que os dados obtidos serão analisados por um “grupo informal” formado por funcionários da OMS em Damasco e ONGs locais.
Apesar do veto das autoridades sírias à entrada de ajuda humanitária das Nações Unidas no país desde o começo do conflito, o porta-voz revelou que o escritório local da OMS na Síria conseguiu distribuir material cirúrgico, incubadoras para recém-nascidos e ambulâncias ao Ministério de Saúde sírio e ao Crescente Vermelho.
A OMS anunciou que, uma vez tenham acesso sem restrições ao país, solicitarão aos países doadores US$ 4 milhões para adotar um plano sanitário ao longo de três meses.