As presidentes de um painel de especialistas independentes solicitaram, nesta segunda-feira (11), que seja examinada a gestão da crise do hantavírus entre 11 de abril, quando foi registrado o primeiro óbito no navio MV Hondius, e 2 de maio, quando a OMS foi informada da situação.
O MV Hondius – que partiu em 1º de abril de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, rumo a Cabo Verde – está sob atenção internacional desde que foi detectado no cruzeiro um surto de hantavírus que causou a morte de três pessoas.
Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, e Ellen Johnson Sirleaf, ex-presidente da Libéria, presidem um grupo de especialistas independentes para preparação e resposta a pandemias. Em 2020, esse grupo recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) a tarefa de avaliar a resposta internacional à covid-19.
Em um comunicado, as especialistas indicaram que “deve ser analisada a cadeia de acontecimentos e de comunicação anterior a 2 de maio, para identificar as lacunas e vulnerabilidades do sistema e corrigi-las”. Contudo, não apontaram especificamente para ninguém.
As duas destacaram que “desde 11 de abril, dia da primeira morte, até 2 de maio, uma série de acontecimentos levou ao agravamento do surto de hantavírus”.
“Houve riscos para os passageiros a bordo, para as pessoas em contato com eles em ilhas remotas e, após o desembarque de 24 de abril em Santa Helena, para aqueles que estiveram em contato com eles em terra, no ar e em seus destinos posteriores”, acrescentaram.
Por tudo isso, pediram “um exame” para “determinar se poderia ter sido adotada uma abordagem mais prudente, em conformidade com as diretrizes do Manual da OMS para a gestão de eventos de saúde pública a bordo de navios”. Esse manual visa ajudar a detectar, avaliar e responder às doenças infecciosas e a outras emergências sanitárias.
AFP