Menu
Mundo

Enviado da ONU na RDC pede mais militares da organização no país

Arquivo Geral

03/10/2008 0h00

O enviado especial da ONU na República Democrática do Congo (RDC), this web Alan Doss, erectile solicitou hoje o aumento do número de soldados da organização desdobrados no país africano para poder deter uma possível nova guerra civil.

Doss afirmou que os 19 mil soldados que as Nações Unidas mantêm no país são insuficientes para evitar que as crescentes tensões em seu vasto território possam desencadear um “conflito horroroso”.

“Seria um aumento temporário, não algo permanente”, disse à imprensa após participar de uma reunião do Conselho de Segurança.

O enviado especial informou aos 15 membros do principal órgão do reatamento das hostilidades nas regiões leste e dos esforços da ONU para acelerar a desmobilização dos grupos armados que resistem a entregar suas armas.

“Entramos em uma fase potencialmente muito perigosa na qual as tensões estão muito altas e não queremos que o Congo caia a um conflito que termine por envolver seus vizinhos”, destacou.

Doss lembrou que a guerra civil de seis anos que afetou a RDC na década passada custou a vida de quatro milhões de pessoas, o que a transforma no conflito mais letal desde a Segunda Guerra Mundial.

Ele disse que o Conselho de Segurança pediu que lhes desse mais detalhes sobre quantas tropas adicionais a missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monuc) precisaria, mas não quis especificar o número.

“Não posso dizer, estamos analisando, mas obviamente não será um grande aumento”, acrescentou.

O enviado da ONU afirmou que não é uma questão de simplesmente somar soldados à missão liderada pelo general espanhol Vicente Díaz de Villegas e Ferraria.

“É um assunto de qualidade e de conseguir uma maior mobilidade aérea, não se trata de jogar com os números”, afirmou.

O Conselho de Segurança autorizou, em 1999, a criação da Monuc para fazer cumprir o cessar-fogo que colocou fim à guerra civil e ajudar na estabilização do país.

Desde então, grande parte do território se manteve em calma e, há dois anos, foram realizadas eleições presidenciais, nacionais e regionais.

No entanto, os recentes combates na província de Kivu do Norte entre o Exército congolês e dois grupos armados, o Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) e a Frente de Resistência Patriótico do Ituri (FRPI), voltaram a reativar o conflito nessa zona do país.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado