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Mundo

Enviada da ONU entra em bairro sitiado da cidade síria de Homs

Arquivo Geral

07/03/2012 23h15

A chefe de questões humanitárias da ONU, Valerie Amos, conseguiu entrar nesta quarta-feira no bairro de Baba Amr, na cidade síria de Homs, semanas após um cerco das tropas do regime do presidente Bashar al-Assad ao local. O Crescente Vermelho (braço da Cruz Vermelha em países de maioria muçulmana) relatou que a região está praticamente deserta.

 

Acompanhada por equipes do órgão humanitário internacional, a enviada especial das Nações Unidas passou uma hora no distrito sitiado, de onde grande parte dos moradores já havia fugido.

 

Baba Amr foi alvo de bombardeios do regime durante as últimas semanas. Equipes de ajuda humanitária aguardavam a liberação do governo para prestar auxílio à população.

 

O acesso foi liberado após reuniões da enviada das Nações Unidas com o chanceler sírio, Walid Muallim, que manifestou a intenção do regime de cooperar com as equipes humanitárias.

 

Amos visitará ainda nesta quarta-feira outros distritos de Homs, reduto dos rebeldes sírios, antes de reunir-se com o chefe do Crescente Vermelho, Abdulrahman Attar, na quinta-feira, para determinar as necessidades mais urgentes da população afetada.

 

Nos últimos dias, as tropas de Assad retomaram a região, após semanas de intensos bombardeios. Ativistas acusam o regime de cometer execuções sumárias durante o cerco.

O Exército Livre da Síria (ELS) deixou Baba Amr na semana passada na esperança de, segundo as lideranças rebeldes, proteger os civis de mais atos de violência.

 

Grupos da oposição relataram explosões em Idlib, no noroeste do país, e dizem temer que o regime passe a atacar o local enquanto as atenções internacionais estiverem voltadas para Homs.

 

Segundo ativistas, pelo menos 39 pessoas morreram em diferentes partes do país nesta quarta-feira, sendo 26 em Homs, seis em Idlib, três em Deraa e quatro em subúrbios de Damasco e Aleppo.

 

No fim de fevereiro, a ONU estimou em 7.500 o número de mortes na repressão do regime aos protestos que pedem a renúncia de Assad, iniciados há quase um ano.

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