A gigante japonesa de telecomunicações KDDI pediu desculpas, nesta sexta-feira (23), por um incêndio devastador que começou em um veículo de uma de suas subsidiárias na Mongólia e se espalhou pelas pradarias de um parque nacional no leste do país.
O incêndio começou em 8 de outubro e devastou durante oito dias uma região no extremo leste da Mongólia, perto da fronteira com a China, queimando quase 5.300 quilômetros quadrados, segundo o governo mongol.
A área afetada incluía cerca de 80% da Zona de Proteção Estrita de Numrug, uma reserva natural que abriga animais raros, entre eles o alce-de-ussuri, a lontra-europeia e 263 espécies de aves.
Em comunicado, a KDDI “apresenta suas mais sinceras desculpas ao povo da Mongólia e a todas as pessoas afetadas pelos consideráveis transtornos e pela preocupação causados por este incidente”.
Segundo a empresa, dois veículos de sua subsidiária Mobicom circulavam em baixa velocidade pela reserva natural durante uma visita solicitada pelo posto de fronteira. Os automóveis eram escoltados por três veículos da autoridade de fronteira à frente e outros três atrás.
De acordo com as normas em vigor, os veículos devem parar a cada 20 ou 30 minutos para retirar o capim seco acumulado na parte inferior e, assim, reduzir o risco de incêndio.
“Em 8 de outubro, foi observada fumaça saindo debaixo de um veículo da Mobicom depois que ele parou para retirar o capim seco”, informou a empresa.
Os responsáveis e funcionários “tentaram apagar o fogo, mas as chamas se espalharam para a vegetação ao redor e não conseguiram impedir que o incêndio se alastrasse”, acrescentou.
AFP