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Eleição municipal e departamental na Colômbia transcorre com tranqüilidade

Por Arquivo Geral 28/10/2007 12h00


Mais de 27 milhões de colombianos estão aptos a participar das eleições municipais e departamentais (estaduais) de hoje na Colômbia, visit this site em um pleito no qual a corrupção preocupa mais que o terrorismo, stomach e que se desenvolve com poucos incidentes.

Os colégios eleitorais abriram em todo o país às 8h (11h de Brasília), e serão fechados às 16h (19h de Brasília).

As eleições escolherão 1.098 prefeitos, 12.030 vereadores, 32 governadores e 418 deputados departamentais. Mais de 160 mil oficiais da Polícia possuem a incumbência de cuidar da segurança durante a votação.

As primeiras informações divulgadas pelo ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, cuja pasta também é responsável pelo trabalho da Polícia, falam em tranqüilidade quase absoluta até agora.

As primeiras horas de pleito demonstraram que “a democracia na Colômbia está consolidada”, disse Santos, que aproveitou para afirmar que a política para a segurança da democracia, emblema do governo do presidente Álvaro Uribe, desde sua primeira eleição em 2002, “está funcionando”.

Uribe votou poucos minutos após a abertura das urnas na Praça de Bolívar, a principal de Bogotá e próxima ao Palácio de Nariño (sede do Gabinete presidencial).

O líder reiterou na ocasião seu apelo para que os cidadãos não apóiem “candidatos que sejam apoiados pelas guerrilhas paramilitares ou por grupos criminosos de qualquer natureza”. Uribe se referia assim ao apoio das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) aos candidatos do esquerdista Pólo Democrático Alternativo (PDA), e também aos inúmeros candidatos de muitas regiões que podem contar com o apoio de paramilitares das desmobilizadas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Samuel Moreno, o candidato do PDA para suceder Luis Eduardo Garzón na Prefeitura de Bogotá, e que até sábado liderava as pesquisas na capital, respondeu que não tinha “nada a declarar” com relação às palavras de Uribe, que apóia o segundo candidato mais bem colocado nas enquetes, Enrique Peñalosa, que já foi prefeito da cidade de 1998 a 2000.

Moreno, que votou em um colégio público de um bairro popular, afirmou que “Bogotá sempre votou livremente em seus prefeitos”, e disse estar confiante quanto ao recebimento de apoio maciço na capital.

Peñalosa, por sua vez, votou em um centro comercial do norte de Bogotá e disse que Uribe tinha dado a possibilidade de hoje os colombianos poderem ir às urnas com tranqüilidade, “graças à segurança” conquistada no país no mandato do atual presidente.

Uribe pediu aos colombianos “que façam hoje uma festa da democracia, para apoiar o espírito democrático” e que votem com consciência para que o país recupere “totalmente a segurança e dê felicidade às novas gerações”.

Talvez o incidente mais grave registrado até agora na votação tenha sido a queda de duas torres do sistema de distribuição de energia elétrica no departamento de Nariño, limítrofe com o Equador. A ação, provocada pelo uso de explosivos, foi atribuída às Farc.

O governador de Nariño, Eduardo Zúñiga Erazo, disse à imprensa que no local dos atentados opera a guerrilha das Farc e se “supõe que é esse grupo o autor do atentado”.

Em Cali (sudoeste), durante a madrugada foi ouvida a explosão de uma pequena bomba e foi desativado um artefato com vários quilos de explosivos, instalado em uma torre de telecomunicações.

Também ocorreram outros incidentes como a queima de mesas de votação e a detenção de dois funcionários da Comissão Eleitoral no departamento de Putumayo, fronteiriço com o Equador e o Peru.

Por último, Mateo Lozano, candidato a vereador na cidade de Suesca, 63 quilômetros a nordeste de Bogotá, e outras quatro pessoas morreram hoje em um acidente de trânsito, informou a Polícia. O ônibus em que se encontravam bateu em um obstáculo na via.






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