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El Niño deve intensificar calor, seca e temporais na primavera

Inmet prevê temperaturas acima da média e chuva mais irregular em parte do país, com maior risco de seca no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Redação Jornal de Brasília

22/09/2026 7h56

calor na europa

Foto: Tiziana Fabi via Getty Images

A primavera de 2026 começa nesta terça-feira (22), às 21h05, no Hemisfério Sul, com previsão de temperaturas elevadas e formação rápida de tempestades severas no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a influência do El Niño deve acentuar a seca nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto no Sudeste e no Sul a projeção é de agravamento do excesso de chuvas.

De acordo com o meteorologista do Inmet Mozar de Araújo Salvador, o fenômeno tem potencial para influenciar as condições climáticas no país durante a estação, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste. O órgão informa ainda que o El Niño tem mais de 90% de probabilidade de atingir a categoria de muito forte e 75% de chance de ser o evento mais forte registrado desde 1950, conforme projeções do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA).

Mozar Salvador afirma que, de modo geral, as temperaturas devem ficar elevadas, podendo ultrapassar a média para o período em praticamente todo o Brasil, com variação de intensidade conforme a região. Durante a primavera, o fluxo de umidade vinda da Amazônia fica mais intenso, levando chuvas para o centro-sul da Região Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país.

Na Região Sul, também devem ocorrer Complexos Convectivos de Mesoescala, descritos como um aglomerado de tempestades em formato circular. Segundo o meteorologista, esses sistemas aumentam a probabilidade de chuvas acima da média na região, assim como em parte do Sudeste e do Centro-Oeste. Nesses dois últimos casos, São Paulo e Mato Grosso do Sul podem se destacar com maiores volumes de chuva.

Por outro lado, o norte da Região Nordeste, especialmente o norte do Piauí e o noroeste do Ceará, deve receber menos chuva. Salvador afirma ainda que, nas regiões Norte e Nordeste, há maior potencial para chuvas mais irregulares, resultando em déficit de chuva em grande parte dessas áreas. Ele também cita a possibilidade de predomínio de déficit de chuva no centro-norte de Mato Grosso e no norte de Goiás.

A primavera do Hemisfério Sul começa com o equinócio de setembro, momento em que os Hemisférios Norte e Sul recebem a mesma incidência de raios solares, com dia e noite de igual duração. Ao longo dos próximos três meses, os dias passarão a ficar cada vez mais longos no Hemisfério Sul até o solstício de dezembro, quando começa o verão.

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