Dois drones russos atingiram, nesta quinta-feira (1º), uma importante ponte que liga as zonas leste e oeste de Kiev, informou o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko.
Os drones atingiram a estrutura de suporte da Ponte Sul, escreveu o prefeito no Telegram. “No momento, os serviços de metrô e o transporte público de superfície que cruzam a ponte foram suspensos”.
De acordo com Klitschko, uma equipe de engenheiros “está inspecionando a estrutura”.
Vídeos divulgados no Telegram mostram uma explosão perto de uma das colunas da ponte, por onde circulam veículos e trens da rede de metrô da cidade.
A ponte atravessa o rio Dnieper e é uma via fundamental para o transporte na capital ucraniana.
Também em Kiev, um drone russo atingiu na noite de quarta-feira a área de um instituto de pesquisa que possui um pequeno reator nuclear. O ataque provocou um incêndio, mas não houve danos ao reator, da era soviética, nem foi detectado qualquer aumento da radioatividade, informou o órgão regulador nesta quinta-feira.
A Força Aérea ucraniana destacou que o número de ataques russos com drones contra o país aumentou em setembro, com 3.177 incursões registradas até 29 de setembro. Em agosto foram contabilizadas 2.850.
A Rússia tem utilizado drones de ataque com motores a jato, que voam em alta velocidade e são mais difíceis de derrubar do que os modelos tradicionais baseados nos drones iranianos Shahed.
A Ucrânia teme há muito tempo um ataque russo contra as pontes sobre o Dnieper, uma infraestrutura vital para os quase três milhões de habitantes de Kiev.
Na quarta-feira, Sergii Beskrestnov, assessor do presidente Volodimir Zelensky, afirmou que a Rússia havia começado a utilizar um drone a jato projetado para cortar torres de energia elétrica e estruturas metálicas de pontes.
“Acredito que o inimigo planeja atacar linhas críticas de transmissão de energia elétrica de alta tensão”, escreveu no Telegram.
A Rússia também afirmou na quarta-feira que havia atacado a infraestrutura energética da Ucrânia, o que Kiev descreveu como o primeiro passo de uma campanha planejada para interromper o fornecimento de energia elétrica e aquecimento durante o próximo inverno (hemisfério norte).
AFP