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Mundo

Desempregado grego que invadiu fábrica armado se entrega à Polícia

Arquivo Geral

02/03/2012 9h29

Um desempregado grego que feriu três pessoas ao invadir armado a antiga fábrica onde trabalhava para exigir sua recontratação se rendeu nesta sexta-feira, após 12 horas dentro do local junto com dois reféns, informou a Polícia à Agencia Efe.

 

O autor da invasão, identificado como Dimitrios Manikas, divorciado e pai de dois filhos, foi demitido há oito meses da fábrica Helesi, de cubos e contêineres de plástico.

 

Por volta do meio-dia da quinta-feira, armado com uma escopeta de caça, Manikas entrou em sua antiga fábrica, e apontando a seu antigo chefe pediu que ele devolvesse seu emprego.

 

O chefe se negou, e o ex-funcionário disparou sua escopeta várias vezes, ferindo o empresário e um trabalhador que se encontrava no local. O pânico tomou conta da fábrica, e o funcionário demitido tomou dois motoristas da empresa como reféns.

 

Dezenas de policiais chegaram ao local e isolaram o polígono industrial de Komotini, acompanhados de soldados das forças de operações especiais, segundo mostraram as televisões gregas.

 

Manikas respondeu às exigências de rendição com novos disparos, que feriram um policial em uma mão, mas “não são ferimentos graves”, disse à Efe um porta-voz da Polícia.

 

Os outros dois feridos foram transferidos ao Hospital Geral de Komotini, mas não correm risco de morte, afirmam as autoridades.

 

Enquanto isso, uma equipe de negociadores da Polícia mantinha contato com Manikas, que exigiu o pagamento de 31 mil euros em salários atrasados – algo que a direção da empresa nega – e voltar ao trabalho.

 

Após onze horas de negociações, a Polícia conseguiu convencer o homem a deixar os reféns e se entregar, o que aconteceu por volta da 1h da madrugada no horário local (20h em Brasília).

 

A crise econômica que a Grécia sofre levou milhares de pessoas a perderem seus empregos (a taxa de desemprego já é de 20%) e causou o empobrecimento de boa parte da sociedade.

 

Alguns cálculos oficiais apontam que cerca de um terço dos trabalhadores não recebem seu pagamento em dia, estão com salários atrasados ou seus patrões deixaram de pagar à Seguridade Social.

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