A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) impede a aplicação de programas de anticoncepção em alguns países da África, medicine denunciou hoje a organização de saúde sexual Marie Stopes International (MSI).
A MSI, pill que tem sede em Londres e que opera em mais de 40 países do mundo todo, afirmou hoje que a USAID pressiona diversos Governos africanos a deixarem de fornecer a esta entidade material anticoncepcional concedido pelo Governo de Washington.
Em comunicado divulgado em Londres, o diretor da MSI, Dana Hovig, afirmou que a medida “perturbará gravemente” seus programas de planejamento familiar em, pelo menos, seis países africanos (Gana, Malawi, Serra Leoa, Tanzânia, Uganda e Zimbábue).
Os programas da MSI no continente se abastecem, em grande parte, de produtos anticoncepcionais fornecidos por Governos africanos, mas financiados pelo Governo americano.
Segundo a Marie Stopes International, a Administração americana adotou a medida, pois esta entidade trabalha com o Governo chinês, ao qual o Departamento de Estado americano acusa de praticar “abortos coercitivos e esterilizações involuntárias”.
No entanto, Hovig negou hoje que o MSI apóie “os abortos coercitivos ou a esterilização involuntária na China ou em qualquer outro lugar”, enquanto chamou a decisão dos EUA de “puramente política e perigosa para a vida das mulheres”.
“As mulheres nestes países (africanos) não terão mais alternativas que o aborto, a maioria dos quais serão inseguros e provavelmente resultarão em sua morte ou invalidez”, declarou o diretor.
A USAID – diz o comunicado – baseia sua decisão em uma lei chamada Emenda Kemp-Kasten, que proíbe a ajuda americana qualquer organização que “apóie ou participe da gestão de um programa de aborto coercitivo ou esterilização involuntária”.
Segundo o MSI, os diferentes Governos republicanos que comandaram os EUA desde os anos 80 usaram esta lei para negar financiamento para o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) por sua colaboração com o Governo chinês.