Mulet advertiu de que a situação no leste do país “piorou” desde que os combates entre rebeldes tutsi e as milícias governamentais na zona de Rutshuru romperam, há três dias, o cessar-fogo que reinava desde semana passada.
“É crucial que o Conselho de Segurança considere sem demora o pedido de reforços para a Monuc (missão de paz da ONU no Congo), o qual apresentamos há algumas semanas”, disse em entrevista coletiva.
A solicitação do departamento de Operações de Paz (DPKO) é de dois batalhões de infantaria e duas companhias especiais, além de policiais, o que soma cerca de três mil soldados.
O guatemalteco afirmou que a missão deslocou militares dentro da RDC à região do conflito no leste do país, particularmente a Goma, capital da província de Kivu Norte.
A guarnição de soldados da ONU da cidade aumentou hoje em cerca de mil militares com a chegada de reforços, para assegurar que a violência reatada nos arredores da população não se estenda a suas ruas, apontou.
“Não há soldados congoleses dentro da cidade, todos estão nos arredores. Os únicos grupos armados que queremos dentro são a Polícia nacional e o Monuc”, ressaltou.
O secretário-geral adjunto também mencionou que as Nações Unidas investigam as denúncias de mortes de civis nos conflitos dos últimos dias entre rebeldes tutsis e as milícias mai-mai aliadas ao Governo de Kinshasa.
Além disso, informou que os primeiros relatos indicam que entre 20 e 70 civis morreram em zonas rurais de Kivu Norte.
Mulet desmentiu informações de que tropas do Zimbábue e de Angola estavam na região do conflito, e as atribuiu a que algumas unidades do Exército congolês foram treinadas por militares angolanos e falam português. EFE