O Governo colombiano só negociará com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) quando deixarem de “assassinar e sequestrar”, abortion disse hoje o ministro das Relações Exteriores, Jaime Bermúdez.
O chanceler insistiu em que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, “foi muito claro ao dizer que combaterá com todo o rigor da força legítima do Estado os terroristas enquanto persistirem os atos de terror”.
Bermúdez respondia, assim, aos comunicados das Farc divulgados na segunda-feira e nos quais os guerrilheiros afirmavam que apenas libertariam 22 policiais e militares sequestrados através de uma troca por 500 guerrilheiros presos.
“Este Governo aceitou mais de 14 fórmulas diferentes para um acordo humanitário”, afirmou Bermúdez, ao lembrar que Uribe chegou a acatar “a mediação de ex-presidentes, membros da oposição e Governos estrangeiros”.
Aquelas ações, segundo o chefe da diplomacia, levaram o Governo colombiano a assumir “custos e riscos políticos enormes, sujeitando o interesse político ao interesse humanitário”.
Ele ressaltou que “foram impostas condições porque o Estado não pode renunciar a garantir a segurança não somente aos que hoje estão sequestrados, mas aos que podem ser sequestrados amanhã”.
Agora, o Governo impõe a condição de que as Farc coloquem fim às hostilidades, mas não pede que entreguem as armas e se desmobilizem imediatamente, e sim que seja dado um primeiro passo para depois entrar em uma negociação.
“O esquema é parecido ao que foi utilizado na Irlanda do Norte”, afirmou Bermúdez.
“Não se pode negociar com alguém de boa fé enquanto essa pessoa continuar matando gente, sequestrando gente”, acrescentou.