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China se queixa a Canadá por reunião entre primeiro-ministro e Dalai Lama

Por Arquivo Geral 30/10/2007 12h00

A China mostrou hoje “insatisfação e oposição” à reunião do Dalai Lama com o primeiro-ministro do Canadá, more about Stephen Harper, e pediu a Ottawa que corrija suas “práticas errôneas” e não apóie “as atividades separatistas de forças antichinesas”.

“A ação negativa do Canadá fere gravemente os sentimentos da China e prejudica as relações bilaterais”, disse o porta-voz do Ministério do Exterior, Liu Jianchao.

Harper é o primeiro-ministro canadense a receber o líder espiritual tibetano em seu gabinete oficial, em mais um obstáculo nos laços diplomáticos sino-canadenses entre os dois países desde que o partido conservador chegou ao poder no Canadá em 2006.

Liu lembrou que a China sempre foi contra as intromissões em seus assuntos internos e que “o Tibete é uma parte inseparável do território chinês e seus assuntos são internos da China”.

O porta-voz chinês disse que “as palavras e ações do Dalai Lama nas últimas décadas provam que ele é um exilado político envolvido em atividades separatistas sob o disfarce da religião”.

Ele insistiu também que a China pediu ao Canadá em várias ocasiões que não permitisse a visita do Dalai Lama, mas Ottawa “não levou em conta os protestos oficiais” de Pequim.

Também assegurou que as ações do Canadá “prejudicaram gravemente as normas das relações bilaterais e interferem descaradamente nos assuntos da China”. O país norte-americano criticou à China por violar os direitos humanos em inúmeras ocasiões.

O encontro entre Harper e o Dalai Lama aconteceu menos de duas semanas depois da entrega da medalha de ouro do Congresso dos EUA ao líder religioso, que foi recebido ainda pelo presidente americano, George W. Bush, irritando Pequim também, que exigiu de Washington medidas para reparar o dano.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também se reuniu com o Dalai Lama em Berlim em setembro, apesar dos protestos de Pequim.






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