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Mundo

China nega acusações de que pretende ‘sufocar’ outras economias

Estados Unidos e União Europeia (UE) acusam regularmente a China de subsidiar em larga escala sua indústria

Redação Jornal de Brasília

05/11/2026 6h50

Foto: Hector Retamal / AFP

Foto: Hector Retamal / AFP

O vice-primeiro-ministro chinês, Ding Xuexiang, rejeitou nesta quinta-feira (5) as acusações “completamente infundadas” de que seu país “sufoca” as demais economias mundiais, durante a inauguração de uma feira comercial que destaca a abertura do país asiático a produtos estrangeiros.

Estados Unidos e União Europeia (UE) acusam regularmente a China de subsidiar em larga escala sua indústria e de inundar outros mercados com seus produtos, especialmente nos setores automobilístico e de tecnologias verdes.

“Certas instituições e meios de comunicação dão muita importância à suposta teoria de que a China sufocará as economias de outros países”, declarou Ding ao inaugurar a Feira Internacional de Importações da China (CIIE), em Xangai.

“Tais alegações são completamente infundadas”, ressaltou.

A CIIE, que acontece desde 2018, reúne este ano mais de 4.000 empresas estrangeiras para promover a mensagem de que a China não é apenas a fábrica do mundo, mas também um imenso mercado aberto aos estrangeiros.

A China, no entanto, apresenta importantes superávits comerciais com os Estados Unidos e a UE, uma situação que alimenta tensões.

“É completamente normal que a questão dos desequilíbrios comerciais chame atenção. O essencial é saber como alcançar um equilíbrio”, afirmou Ding.

Ele reafirmou que Pequim “nunca buscou deliberadamente gerar um superávit comercial”.

“A competitividade dos produtos chineses não se baseia em subsídios públicos, mas, antes de tudo, em suas vantagens tecnológicas e em sua pesquisa e desenvolvimento”, concluiu.

AFP

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