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Mundo

China critica a ‘demonização’ de seus centros culturais pelos EUA

“Nos opomos ao desprestígio deliberado e à demonização dos Institutos Confúcio”

Redação Jornal de Brasília

26/10/2026 9h53

Foto: Reprodução

A China acusou, nesta segunda-feira (26), os Estados Unidos de difamar e demonizar os Institutos Confúcio, depois que Washington classificou indiretamente esses centros culturais, financiados por Pequim, como “ameaças à segurança nacional”.

Os Institutos Confúcio estão presentes em diversos países e geralmente funcionam dentro de universidades. Seu objetivo é difundir a cultura chinesa por meio do ensino do idioma e da organização de eventos culturais.

Nos Estados Unidos, as autoridades os acusam de fazer propaganda a favor do governo chinês. Por isso, Washington reduziu drasticamente sua quantidade desde 2025.

Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, acusou os Institutos Confúcio de terem criado “organizações adormecidas” em universidades americanas que, segundo ele, representam “ameaças à segurança nacional”.

A AFP não conseguiu verificar essas alegações, que Pequim rejeitou nesta segunda-feira por meio de seu Ministério das Relações Exteriores.

“Nos opomos ao desprestígio deliberado e à demonização dos Institutos Confúcio”, declarou o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa.

“Os intercâmbios e a cooperação educacional entre China e Estados Unidos contribuem para fortalecer o entendimento mútuo entre os povos de ambos os países”, afirmou, acrescentando que esses vínculos “não deveriam sofrer interferências nem ser minados”.

AFP

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