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Mundo

Chefe dos observadores árabes denuncia aumento da violência na Síria

Arquivo Geral

27/01/2012 14h11

O chefe dos observadores da Liga Árabe na Síria, o general sudanês Mohammed al Dabi, declarou, nesta sexta-feira (27), que os índices de violência aumentaram significativamente nos últimos quatro dias no país. Em comunicado, o general assinalou que as situações mais dramáticas estão sendo registradas nas fortificações opositoras de Homs e Hama, no centro do país, e na província setentrional de Idlib.

 

A denúncia foi divulgada um dia depois que 65 pessoas morreram por causa da repressão das forças leais ao regime de Bashar al Assad, a maioria em Homs e Hama. Aliás, o anuncio do aumento da violência coincide com uma nova onda de protestos, que, até o momento, gerou 33 mortos.

 

Para o chefe da missão, prorrogada por mais um mês, a violência impede a formação de condições ideais para aplicar as últimas decisões da Liga Árabe, que espera reunir as distintas partes em uma negociação e propiciar a saída de Assad do poder. Al Dabi exigiu a cessação imediata da repressão armada para abrir espaço para as soluções pacíficas.

 

Já o chefe da Sala de Operações dos observadores, estabelecida no Cairo, Adnan al Jodeir, disse que mais 30 observadores deverão chegar à Síria na próxima semana para reforçarem a delegação. Esta decisão foi tomada depois que os países do Golfo anunciassem a retirada de seus analistas da missão de observadores.

 

Jodeir explicou que os novos observadores procedem do Egito, Mauritânia e dos territórios palestinos, e que também receberam solicitações do Iraque e Sudão.

 

O chefe da sala de Operações afirmou que a missão está cumprindo seu trabalho na Síria com eficácia, apesar das dificuldades que enfrentam nas províncias de Homs e Rif Damasco (este).

 

Na última quinta-feira, os opositores Comitês de Coordenação Local afirmaram que desde o início da missão árabe, dia 22 de dezembro, mais de 1,3 mil morreram na Síria, incluindo 70 menores de idade e 30 mulheres. A região mais afetada pela repressão foi a cidade Homs, com 464 “mártires”.

 

A Liga Árabe também anunciou que uma delegação viajará para Nova York no próximo sábado para se reunir com o Conselho de Segurança da ONU. A ideia é conseguir apoio ao plano para solucionar a crise na Síria.

 

Segundo os últimas números da ONU, desde o começo da revolta em março de 2011, mais de 5 mil pessoas morreram na Síria, embora os opositores indicam que há mais de 6 mil vítimas mortais.

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