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Chefe do Exército colombiano renuncia em meio a escândalo por execuções

Arquivo Geral

04/11/2008 0h00

O chefe do Exército colombiano, visit web general Mario Montoya, cost renunciou hoje ao cargo em meio a um escândalo devido às execuções extrajudiciais cometidas, aparentemente, por membros de sua instituição.

O alto oficial tomou a decisão cinco dias depois que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou a destituição de 27 oficiais e suboficiais do Exército, entre eles três generais, por causa de uma investigação devido ao desaparecimento e morte de cerca de 20 jovens nos arredores de Bogotá.

Os jovens tinham desaparecido em janeiro em Soacha, nos arredores de Bogotá, e apareceram depois como “mortos em confronto” em uma região rural do departamento do Norte de Santander, cerca de 800 quilômetros ao nordeste da capital colombiana.

Em meio a este escândalo, Montoya leu hoje na imprensa uma carta de pedido de retirada enviada ao presidente Uribe.

No documento, o comandante do Exército faz referência a “recentes fatos nos quais membros da instituição foram comprometidos e que estão apenas na etapa de investigação”.

Montoya pediu para “não condená-los sem antes ter concedido a eles o direito de se defender”, ao destacar que isso “é um princípio elementar da Justiça, que deve abrigar por igual tanto militares quanto civis”.

Além disso, assegurou que “a política de segurança democrática”, eixo central dos princípios defendidos por Uribe na luta contra as guerrilhas, o tráfico de drogas e a violência, “definitivamente mudou a vida dos colombianos”.

Por causa dessa política, que -segundo Montoya- “se constituiu na guia e missão para o Exército”, foram dados duros golpes às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e conseguiu-se ainda uma grande desmobilização de paramilitares nos últimos anos.

Na Colômbia surgiram vários casos do que, no país, é conhecido como “falsos positivos”, supostos golpes à guerrilha, detenções e eliminação de subversivos, mas que, na realidade, são civis que as autoridades apresentam como “mortos em combate”.

Este foi o caso dos jovens de Soacha, que foram recrutados supostamente pelo Exército para depois serem apresentados como guerrilheiros mortos em operações militares, escândalo divulgado pela imprensa e que colocou o Governo de Uribe em maus lençóis.

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