O ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, generic Miguel Ángel Moratinos, look disse hoje que a Espanha não pretende exercer a liderança na América Latina, salve mas ser um “ator influente” e “acompanhar” o desenvolvimento democrático, econômico e social da região.
Moratinos compareceu hoje perante a Comissão de Assuntos Ibero-americanos do Senado para expor as linhas gerais de sua política para a região.
O ministro defendeu o diálogo “fluido e direto” com os países ibero-americanos e seus dirigentes perante as críticas do porta-voz do opositor Partido Popular (PP), Dionisio García, sobre a “falta de liderança” da Espanha na região por sua complacência e amizade com os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Hugo Chávez.
“Não queremos liderar na América Latina, mas ser um ator influente. Temos uma boa relação com todos, porque é nossa responsabilidade”, afirmou Moratinos.
Para o ministro, na América Latina, assim como na África, “já não há líderes únicos” e é a própria comunidade ibero-americana que resolve conflitos.
O objetivo do Governo, resumiu o titular de Exteriores, é estabelecer uma relação baseada “na simetria e no respeito; no reconhecimento e na igualdade; na colaboração e no acordo”.
Em sua opinião, a região ibero-americana atravessa o momento de “maior maturidade política e auto-estima” dos últimos anos graças à consolidação da democracia.
Moratinos reconheceu a existência de uma “luta ideológica” entre diversos modelos políticos, mas pediu respeito para aqueles governantes que foram eleitos democraticamente nas urnas.
O ministro também anunciou hoje que, “em breve”, acontecerá a primeira reunião entre Cuba e a União Européia (UE) para formalizar o diálogo político oferecido pelos 27 países-membros do bloco ao Governo cubano.
Moratinos afirmou que o primeiro encontro “formal” ocorrerá entre Cuba e França, país que preside este semestre a UE, mas não informou a data nem o local onde ocorrerá a reunião.
Segundo o chanceler, o encontro foi acertado após um primeiro contato informal da Presidência francesa com as autoridades cubanas durante a realização da recente Assembléia Geral da ONU.
Na opinião do chefe da diplomacia espanhola, o início deste diálogo é uma “boa notícia” que sustenta a posição defendida pelo chefe do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.